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Quando você ouve a nome da marca Kingston, qual é a primeira coisa que lhe vem à cabeça? Pelo menos, para mim, é impossível não lembrar da época da grande adoção dos pendrives, quando eles de fato substituíram os antigos disquetes. Tirando aqueles de marca genérica, a Kingston era referência, numa época que 128 MB, 256 MB ou 512 MB eram os ?grandes? dispositivos de armazenamento portátil que tínhamos. Se hoje isso parece piada frente aos modelos populares de 4 GB a 8 GB, lembrem-se que os velhos disquetes de 3 ½ polegadas armazenavam impressionantes 1.44 Mb apenas!
FALANDO SOBRE SSDs (Solid State Drive)
Gerardo : muitas coisas estão acontecendo no mercado e tecnologia de SSD. Sei que você teve oportunidade de testar um modelo nosso recentemente (?Transformando um notebook com o SSD Kingston V300? – figura 2) e viu a diferença. Essa é uma das poucas tecnologias que o usuário verdadeiramente percebe que há uma mudança bem grande. Não tem nada mais atrasado do que o HD. Quando abrimos e olhamos dentro do computador, no que já evoluiu, praticamente nada é mecânico, porém o HD ainda tem o bracinho que se mexe, discos que giram… A percepção do usuário quando começa a usar um SSD é bem grande.
Xandó : No meu teste, ao instalar um SSD num notebook, a máquina, mesmo sendo antiga (um notebook com quase 5 anos), ficou ?delicioso? de usar. Essa é a diferença de que está falando?
Gerardo : É isso mesmo. Mas as pessoas devem estar atentas porque muitas vezes se faz a conta do ?custo por GByte? e apenas este número não mostra todos os benefícios. Como você falou, no seu teste é parecido como se você tivesse trocado por outro computador mais rápido. Deve ser levado em conta o ganho de produtividade, a queda do número de falhas, o menor consumo de energia e muito menor chance de perda de dados. Há, também, o fator “menor aquecimento”, pois trabalhar com um computador sobre as pernas, quando ele esquenta muito, é desagradável. O HD mecânico esquenta muito mais que um SSD, dá para perceber. Um HD chega a esquentar até 70 graus, é muito! Parceiros, empresas, integradores e clientes estão adotando o SSD pela menor possibilidade de falhas. O custo de ter uma falha é muito grande! Imagine perder as fotos de sua vida, viagens, casamento, filhos… Já no ambiente de trabalho, o custo da perda da informação é mais palpável e muito sentida.
Xandó : Você comentou algo sobre custo por Gbyte. Quando os SSDs surgiram, a diferença entre os HD convencionais e os SSD era abissal. A diferença já diminui um bocado. Mas em sua opinião, qual é a tendência? Ainda há espaço para queda de custos? A diferença da faixa de preços ainda tem espaço para ser mais estreitada?
Gerardo: Ainda há espaço para redução de custos, para se aproximarem à medida que vão mudando as características dos chips. Por exemplo, ano passado (2012) estávamos trabalhando com chips de 24nm (nanômetros). Agora já estamos trabalhando com chips em SSD que usam tecnologia de 19nm. Isso nos permite aproveitar mais a tecnologia NAND (barateando o custo por GB). O preço do SSD está relacionado com o chip NAND (tipo de memória usada). Estes são os mesmos chips usados para fabricação de pendrives, cartões de memória…
Xandó : São os mesmo chips, mas os direcionados para SSDs são mais ?nobres?, diferentes, com alguma tecnologia especial, que respondem mais rápido?
Gerardo : Todas as aplicações que eu citei usam basicamente os mesmos chips, as diferenças são mínimas. O que é diferente é o circuito controlador. O controlador é o cérebro do SSD. Mas o que faz ser diferente? Quando olhamos para um SSD, olhamos a capacidade e também a velocidade de leitura e escrita (em Mbytes/segundo). Mesmo que algumas unidades tenham as características parecidas, olhando dentro há muitas diferenças. Um SSD para servidor, por exemplo, de 100 GB, na verdade tem internamente 120 GB. Porque nós deixamos um espaço sobrando nos SSDs? Serve para aumentar o desempenho da unidade principalmente quando começa a ficar cheia de dados.
Xandó: Não sabia que tinha esta sobra nos SSDs! E não imaginava que fosse por causa de desempenho, e sim vida útil, pois as memórias têm ciclos finitos de escrita (só podem ser gravadas tantas mil vezes). Imagino que esta sobra sirva para distribuir as gravações de maneira a demorar mais a esgotar a vida útil.
Gerardo: Serve para as duas coisas, desempenho e vida útil. As primeiras unidades de SSD, conforme iam enchendo, tornavam-se mais lentas. O espaço extra é usado para agilizar escritas. A operação de apagar um dado nas memórias é relativamente lenta. Assim, os dados são escritos em uma célula de memória enquanto outra (que tinha o dado original) é apagada. É um processo chamado de ?coleta de lixo?. Isso é proporcionado pela inteligência do controlador do SSD. Outra diferença importante dos SSDs direcionados para servidores é que eles contêm capacitores feitos de Tantálio, que retém muita energia quando o equipamento é desligado. Assim no caso do servidor ter um problema de falta de energia, os dados que estão sendo gravados não vão se perder. Para SSDs de uso pessoal, essa tecnologia não existe, mas servidores que são muito críticos precisam desta segurança adicional.
Xandó: O mercado corporativo parece ser muito rapidamente beneficiado com o uso de SSDs pela segurança, mas também pela possibilidade de agregar vários SSDs em arrays e, com isso, obter um desempenho incrível para aplicações de bancos de dados, críticas para a empresa. Eu não conhecia esta linha corporativa da Kingston, e gostaria de muito saber mais tanto da tecnologia quanto do mercado.
Gerardo: Os chips usados nos SSDs corporativos têm durabilidade 10 vezes maior (quando comparado aos SSDs de notebook), pois exigem muito mais leituras e escritas que uma aplicação pessoal. Os (componentes) corporativos são capazes de regravar até 30 mil vezes cada célula de memória. O controlador do SSD corporativo tem capacidade de compressão de dados, consegue desligar células de memória que não estão em uso para conservar energia. Um caso interessante aconteceu na empresa ORANGE (Telecomunicações nos EUA). Eles resolveram projetar e construir por conta seus sistemas de armazenamento de dados, cada um com 24 SSDs em paralelo, e com isso obtiveram um desempenho de 1,8 milhão de IOPS (Input/Output Operations per Second ? como referência um drive SAS obtém 200 IOPS) agilizando muito os aplicativos de missão crítica da empresa! Em relação ao mercado, a Kingston trabalha com sua rede de revendas identificando necessidades e oportunidades para o cliente. Não existe venda direta para usuários finais, mesmo empresas.
Importante também destacar que nos produtos SSD da Kingston, os chips são todos os mesmos, mas a arquitetura é bem diferente. Os mais sofisticados podem trabalhar com até 8 ou 10 canais ao mesmo tempo, melhorando muito o tempo de leitura e escrita dos dados. Ainda podem trabalhar de forma síncrona ou assíncrona, afetando o desempenho. Também pode haver redundância dos chips de tal forma, que se algum deles, célula ou bloco, falhar, outro que já está lá assume seu lugar, e o sistema se torna mais resistente e confiável (análogo a um sistema de array de discos, mas nos chips do SSD internamente). Também pode ser ativada a encriptação dos dados para proteger o conteúdo do SSD contra leitura indevida e roubo de informações.
Xandó: Ainda sobre SSDs corporativos, grandes fabricantes de sistemas de storage, como EMC e HP, têm soluções inteligentes para gerenciar o ciclo de vida da informação, alocando automaticamente dados mais acessados em discos mais rápidos (SSDs), e dados com menor frequência de acesso são colocados em discos mais simples e baratos. A Kingston fornece seus SSDs para estes fabricantes de storage para compor as partes ?nobres? com os seus SSDs?
Gerardo: Os produtos da Kingston podem ser usados em modelos de qualquer fabricante que tenha interface do tipo SATA ou SAS. Assim, os clientes podem comprar os storages de qualquer fabricante sem os SSDs e usar os nossos para completar seu sistema. Lá na Califórnia, a Kingston tem alguns acordos de fabricação exclusiva de discos, memórias, etc, entregues direto para alguns fabricantes. Pode até ser que alguém de storage tenha este fornecimento, mas não é de meu conhecimento oficial.
Xandó: Como é o processo de fabricação da Kingston? Vocês têm todas as etapas feitas internamente ou usam terceiros? Compram a ?areia? (silício) e entregam produtos acabados no outro lado?
Gerardo: Temos o domínio total da tecnologia. Podemos fazer os nossos próprios tabletes de silício e daí produzirmos os chips e por fim os produtos. Porém, não são para todos os produtos, algumas das linhas compramos alguns componentes para serem integrados aos nossos. Assim, não somos tão dependentes da cadeia de fornecimento.
Xandó: Como você vê o ritmo, o grau de adoção de SSDs no mercado, tanto final quanto corporativo? Está maduro; crescendo; estabilizado?
Gerardo: Está acelerando e nós estamos nos adaptando ao mercado. Falamos um pouco do SSD ?doméstico?, como aquele SV300 que você testou, falamos dos SSDs corporativos para servidores de alto desempenho. Estamos desenvolvendo uma linha intermediária, mais poderosa que os pessoais, mas não tão sofisticada como a versão para grandes servidores, e assim pensamos atingir melhor o mercado.
Xandó: O que mais temos chegando nessa área?
Gerardo : Também estamos desenvolvendo um outro tipo de produto, uma linha ?TOP? que será em PCI Express (não é um HD e sim uma placa semelhante a uma placa de vídeo), que terá desempenho unitário ainda maior (PCI express pode transferir dados mais rápido que interface SATA III ? potencialmente várias vezes mais rápido). Este tipo de produto também poderá ser usado em servidores ou data centers, mas haverá também versão diferente para máquinas de alto desempenho, estações de trabalho, máquina para jogos… Enquanto um HD comum entrega cerca de 50 a 100 MB/s, o SV300 chega a 450 MB/s, uma versão de servidor supera um pouco os 500 MB/s e esta versão PCI express chegará a 1800 MB/s! Analogamente, temos nas memórias produtos para ?gamers?, as memórias HyperX que visam este público.
Xandó: E quando esta versão PCI express chega ao mercado??
Gerardo: Até o final de 2013, mas a data ainda não está certa, pode ser começo de 2014, prefiro confirmar, mas é mais ou menos neste período.
Xandó: Ee para notebooks e ultrabooks?
Gerardo: Também temos a linha mSATA (Mobile Sata) que é para dispositivos móveis. São pequenos que se integram aos notebooks, ultrabooks ou mesmo tablets em substituição ao disco rígido. Alguns fabricantes usam o mSATA para disco principal e têm um outro HD convencional na máquina. Nada a ver com HDs híbridos que alguns fabricantes têm. Não temos HDs convencionais híbridos e nem fornecemos nosso SSD para fabricantes integrarem ao seu HD. Nosso negócio é apenas chips. E as novas gerações de ultrabooks estão usando SSDs ?puros? em suas soluções mais sofisticadas e de melhor desempenho.
Xandó: Como a Kingston está trabalhando os SSDs para consumidor final aqui no Brasil? Tem em loja física, lojas de informática, varejo, etc?
Gerardo: Somente em lojas especializadas, não todas do varejo. Mas é possível achar tanto em lojas virtuais como físicas. No site da Kingston tem uma sessão chamada ?Onde Comprar? e ali em função do tipo de produto o consumidor terá as opções de loja física ou virtual.
FALANDO SOBRE MEMÓRIAS
Xandó : mudando de assunto, no Brasil era muito comum aquele grupo de pessoas que montava sua própria máquina, buscando os melhores componentes, placas, memórias, etc. Eu tenho a impressão, mas não estou certo, de que este nicho diminuiu; são menos pessoas fazendo isso hoje. De que forma isso afeta o mercado de memórias de alto desempenho como as HyperX (figura 3)? Por outro lado, nunca se vendeu tanto PC ou notebook que deve levar consigo as memórias ?standard? da Kingston, aquelas denominadas ?Value?. Como estão estes dois mercados?
Gerardo: Nós enxergamos uma oportunidade bem grande neste mercado e estamos aprimorando nossa comunicação e presença com este público, pois temos produto específico para isso. No Brasil, há 45 milhões de jogadores (incluindo PCs e consoles). A experiência de jogo nos computadores é bem melhor (em relação aos consoles ? que ficam estagnados por anos). Temos no Facebook uma página dedicada às memórias HyperX –https://www.facebook.com/HyperXBrasil, participamos em eventos locais e internacionais dedicados a jogos, lançamos recentemente a linha Predator, nosso produto ?top?, participamos de eventos de overclock…
Sheila: Mas quem consome este tipo de memória não são apenas os gamers. Tem também quem lida com imagens, vídeo, produções gráficas sofisticadas, arquivos muito grandes, aplicações de engenharia.
Gerardo: Em engenharia desempenho é crítico. Fazer o ?render? (cobrir superfícies de desenhos 2D ou 3D) é um processo muito complexo, e ter melhores memórias também ajuda a isso acontecer mais rapidamente. Pode demorar horas! Qual é o custo da hora deste profissional que vai ficar esperando um processamento? Alto! Todos estes produtos agregam tecnologias que vem para tornar mais fácil, mais rápida e melhor a vida destes profissionais.
Gerardo : além das memórias ?Value? que são genéricas (modelos para desktop ou para notebook), feita para quem monta computadores, existem as linhas profissionais. A Kingston fabrica memórias específicas para cada computador, para diversos fabricantes. No site da Kingston existe um local (Configurador de Memória) no qual você informa a marca do computador e o modelo e o cliente receberá a informação da memória precisa e exata para aquela máquina. O site vai mais longe. Ele orienta o consumidor em relação àquela máquina, se tem dual channel, triple channel, quad channel e assim ele com a configuração certa da memória pode extrair o máximo desempenho, saber o máximo de memória que aquele computador aceita, etc.
FALANDO DOS PENDRIVES
Xandó: No passado, não muito recente, me lembro que havia uma quantidade muito grande de produtos Kingston falsificados no mercado, principalmente pendrives. Era muito ruim para o consumidor. Isso ainda acontece? O que se pode fazer para se proteger desse tipo de problema?
Gerardo: Ainda existe. Menos, mas existe. Era muito frustrante (para) o consumidor comprar um pendrive de 8 GB e ao usar perceber que apenas 1 GB estava disponível ou que ele era muito mais lento!
Sheila: O brasileiro adora fazer um bom negócio, pagar barato (quem não gosta?). Mas o consumidor está aprendendo. Como dois produtos iguais podem ter preços tão diferentes? Dá para desconfiar. Se ele opta pelo barato e se dá mal, acaba aprendendo que o ?barato sai caro?.
Gerardo: No site da Kingston não há venda de produtos, mas há indicações de lojas físicas e virtuais que são fornecedores totalmente confiáveis e comprometidos com a qualidade. Os preços praticados no mercado para produtos genuínos não podem ser muito diferentes deste, senão tem algo errado, é para desconfiar.
Xandó: Nessa linha de pendrives, qual é o produto de maior capacidade que a Kingston tem?
Gerardo: Recentemente apresentamos um modelo de pendrive de 1 Terabyte (figura 5)!
Xandó: (Espanto) Um Tera!? Você me pegou totalmente de surpresa com isso!
Gerardo: Foi lançado no CES 2013 (Las Vegas). Ainda não está a venda no Brasil, mas é uma questão de tempo.
Gerardo: Você está certo. Sim já usam USB 3.0. E estes pendrives grandes podem ser usados em conjunto com um recurso novo do Windows 8, que transfere para o pendrive sua ?workstation? completa, seu ?escritório? completo. Assim você, com este pendrive, pode usar outro computador e reproduzir o seu ambiente. Você leva o pendrive no bolso, sem preocupação, sem risco de roubarem seu notebook… Se roubarem o pendrive a criptografia protege suas informações. Mais uma coisa, por conta do tamanho (1 TB) este pendrive tem parte da tecnologia do SSD incluída.
Xandó: O SSD e o pendrive compartilham os mesmos chips, porém a arquitetura é diferente conforme você me explicou. Mas na medida que o pendrive começou a ficar tão grande, a tecnologia está se misturando… É isso? E aqui no Brasil, qual o maior modelo disponível? Os mais simples (menores) são facilmente localizados em lojas físicas. E os maiores?
Gerardo: Isso mesmo. Aqui no Brasil já existe o pendrive modelo Predator (linha top) de 512 GB. O de 1 TB ainda não está a venda, mas será lançado no primeiro semestre. Os modelos ?top? só são achados em lojas virtuais, aquelas que temos as indicações em nosso site. Pelo e-commerce você consegue comprar qualquer produto, do mais simples ao mais sofisticado. Já os produtos ?top? somente alguns canais têm disponível. Isso tanto para SSDs, pendrives, memórias, etc.
Xandó: Estamos presenciando uma evolução e transformação da linha de produtos da Kingston. Começou apenas com as memórias, depois pendrives, cartões de memória, SSDs… Há previsão da empresa em desenvolver dispositivos de armazenamento para casa ou pequenos escritórios, algum tipo de NAS (Network Attached Storage) como fazem, por exemplo, Western Digital, Iomega, Seagate…
Gerardo: Por enquanto não está no roadmap da empresa. Mas é claro que podemos fornecer nossos produtos para estes e quaisquer outros fabricantes de sistemas de armazenamento. Assim, estes NAS poderão conter tanto HDs convencionais como SSDs fornecidos por nós.
Com as pessoas carregando tanta informação por todo canto, aumenta a chance de perder os dados pela perda do dispositivo. Backup tem que ser feito dos HDs e dos dispositivos externos. Assim, backups são sempre e cada vez mais necessários. Um cliente nosso nos disse que estava usando seu notebook com SSD e estava adorando. Mas ele teve o notebook roubado. Você sabia que nos aeroportos dos EUA são perdidos ou roubados 12 mil computadores por semana? Eu me assustei com esta informação, é um número muito grande.
Xandó: E estes pendrives gigantes, imagine o prejuízo de perdê-lo com todos os dados!
Gerardo: Nós já temos vários produtos com backup na nuvem. Alguns dos pendrives vêm com um aplicativo que você ativa o serviço e faz o backup de uma pasta na nuvem. Dessa forma, tudo que você gravar ali será replicado e feito o backup de forma automática. Usando o aplicativo pela web, você consegue desassociar e associar um novo pendrive. Assim, se perdeu, basta comprar outro, fazer a associação que os dados todos são resgatados da nuvem para o pendrive novamente. Este software se chama Urdrive.
Xandó: Mas e no caso de uso indiscriminado de pendrives? É bastante comum eu receber um pendrive cheio de vírus, pois em cada computador pelo qual ele passou foi colecionando infecções!
Gerardo: Temos soluções bem interessantes. Temos um tipo de pendrive próprio para uso corporativo que somente aceita ser gravado, ter dados copiados se for o pendrive ?autorizado?. Assim, a empresa consegue bloquear por meio de políticas de segurança a gravação em qualquer tipo de memória externa como outros pendrives, celulares, cartões de memória etc, a não ser nestes pendrives devidamente autorizados fornecidos pela própria empresa aos funcionários. E por um console de administração centralizado, o pessoal de TI pode definir quais pessoas podem gravar dados de quais pastas em quais pendrives usando tais computadores (cada pendrive tem um identificador único). Pode ser automatizada a distribuição, por exemplo, de uma lista de preços sincronizando alguns pendrives pela nuvem (a pessoa não pode gravar nada, mas recebe estas atualizações). Se definido assim, após errar a senha de acesso ao pendrive por “x” vezes, os dados serão destruídos… Se o pendrive é roubado ou perdido, dá para trocar a senha remotamente como medida extra de segurança.
A íntegra desta entrevista está disponível no Youtube e pode ser ouvida neste link
*Texto foi originalmente publicado como “Conhecendo melhor a Kingston no Brasil – entrevista com Gerardo Rocha” em meu blog pessoal FXREVIEW.