Até na carreira: quanto maior o risco maior o retorno.

Sim, a máxima do mercado financeiro se aplica também na carreira !

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O mês de março e todas as discussões e reflexões sobre a equidade de gênero me fez resgatar minha própria história e concluir: sim, a máxima do mercado financeiro se aplica também na carreira !

Queria trabalhar com pessoas dentro das organizações. Todavia a faculdade de administração e seus vários semestres de contabilidade, economia, finanças, direito e tudo o mais me parecia pesado demais.

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Primeiro risco que tomei!

Farei Psicologia na USP (pagar uma privada não era uma opção) e depois o Curso de Especialização em Administração de Empresas na FGV, assim reduziria pela metade “a dor” das disciplinas mais exatas. E assim o fiz. Aliei o melhor conhecimento da mente humana com uma das mais renomadas escolas de negócios do Brasil.

Queria entrar em um Programa de Trainees e assim acelerar minha carreira. Todavia os Programas de Trainees não aceitavam psicóloga.

Alguém me impediria de entrar nas palestras dentro da FEA ou da POLI na USP e me expor? Claro que não! E assim o fiz.

Tomei meu segundo grande risco e fui a primeira psicóloga no Programa de Trainees de um dos maiores bancos do Brasil.

Queria chegar em posições de gerenciamento o mais rápido que podia. Todavia a cultura organizacional não permitia.

Me expus a todo risco que podia.

Precisam de alguém para cobrir o sabático de uma BP? Eu, com um dia de empresa, já topei acumular ser analista de T&D e Consultora Interna de RH !

Toparia atender o Executivo mais temido da organização e com ele construir um novo segmento comercial? Por quê não?

Já que atendeu com sucesso este cliente, quer atender um VP que “odeia” RH? Com certeza !

As unidades no exterior precisam deslanchar? Bora lá !

Precisa continuar a treinar com 96% de corte de custos? Nosso time vai conseguir !

A empresa precisa de uma Diretora que realinhe todas as políticas e práticas de RH para um novo momento do negócio? Pra já !

Acredita que quem cuida de RH deveria cuidar de clientes, ótimo… tô louca por me desenvolver em novas áreas !

Enfim, eu acredito realmente que tomar riscos o que, culturalmente, é mais fácil para os homens do que para as mulheres, foi o que me permitiu ascender na carreira.

Inclusive, tenho ouvido, recentemente, que nós mulheres não aceitamos oportunidade quando não estamos 100% preparadas.

Eu aceito sim, mas deixo claro o que não conheço e depois “corro atrás” do conhecimento e/ou de formar um time que dê conta do desafio. Afinal, na posição que estou – reporte ao CEO – minha real contribuição já não é mais técnica e sim na visão sistêmica, na escuta, no apoio incondicional, no desenvolvimento dos times e nas tomadas de decisão que envolvam a sustentabilidade da organização.

E você, independente do gênero, tem tomado os riscos que podem levar a maiores retornos?

Sobre o Autor

Profissional de destaque com ampla atuação e influência no ecossistema corporativo, atua como conselheira consultiva de empresas, em especial as que têm a tecnologia como seu motor para impulsionar negócios. Em constante evolução, ela está à frente da sua área de atuação, alinhando Cultura e Pessoas à estratégia e assim promovendo resultados extraordinários. É palestrante, mentora de liderança, influenciadora de soluções inovadoras e videocaster no Desabafo Corporativo. Na função de investidora-anjo, apoia startups e iniciativas inovadoras, especialmente aquelas voltadas para tecnologia para RH e impacto social.

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