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No final de 2018, o StartupBase atingiu a marca de 10 mil startups cadastradas no Brasil. Além de visibilidade para o ecossistema, esse número comprova a maturidade do segmento.
Sem dúvidas, 2018 foi um ano importante para o ecossistema brasileiro de startups. Ao longo do ano, entre notícias de IPOs, unicórnios e crescimento dos hubs de inovação, atingimos uma marca muito significativa: 10 mil startups brasileiras mapeadas no banco de dados da Associação Brasileira de Startups.
O que isso significa? Mais que um número, o resultado que mostra como o mercado nacional está ficando maduro e em constante crescimento. O mercado de startups brasileiras dobrou nos último seis anos: em 2012, eram 2519 startups cadastradas na associação e em 2017, esse número alcançou 5147 empresas. E agora, demos mais um passo nos dados sobre o ecossistema.

Estatísticas do StartupBase – atualizadas em 17/01/2019
Em 2018, crescemos exponencialmente o número de startups mapeadas. Esse número nada mais é do que o resultado das ações que realizamos durante esse ano – parcerias com outros players e bases de dados, o programa de comunidades da Abstartups e os eventos como o Startup.On que rodaram todas as regiões do Brasil.
Essa aproximação direta com as comunidades, permitiu um trabalho ainda melhor para reunir os dados reais do ecossistema e conseguir mapear tantos startups que ainda estavam fora do nosso radar, como os novos negócios que surgem a todo momento.
Aliás, se quiser nos ajudar com o mapeamento e indicar sua comunidade para entrar no nosso radar, saiba aqui como participar.

Além do número total de startups, o StartupBase oferece informações segmentadas por momento, modelo de negócio e mercado, entre outras categorias, como founders, programas de aceleração que a startup passou, de qual hub ela faz parte e por aí vai.

Com esses dados, é possível entender por exemplo, que hoje no mercado, o modelo SaaS (39,97%) ocupa a 1º posição, seguido por marketplace e e-commerce. E que 46,3% das startups brasileiras operam para o público B2B.

O mercado de startups já começou o ano aquecido: o tão sonhado unicórnio brasileiro chegou em janeiro, com a compra da 99 pela chinesa Didi Chuxing numa transação envolvendo R$ 960 milhões.
Ao longo do ano, Nubank e PagSeguros também conquistaram seu lugar no pódio dos unicórnios. A PagSeguro, que nasceu do UOL abriu seu IPO no mercado de capitais e captou US$ 2,6 bilhões na Nasdaq, a bolsa de Nova York.

Unicórnio é como são conhecidas as startups avaliadas em US$1 bilhão de dólares. Mas além disso, você sabe o que torna essas empresas tão diferentes das outras startups? Entenda mais sobre as características dos unicórnios.
Além dos unicórnios, este foi um ano em que as startups atraíram olhares de grandes empresas nacionais. Bancos como Itaú e Bradesco, ampliaram seus espaços de inovação – a exemplo do novo prédio do CUBO, onde grandes corporações lideram andares temáticos como educação (Kroton), varejo (BR Malls), saúde (DASA), indústria (Schneider) ou fintech (Itaú e Rede) e a inauguração do inovaBra Habitat. Considerando os dois espaços, são mais de 400 lugares para hospedar startups.
O Ifood, principal aplicativo de delivery de comida do país fechou o ano com um aporte de quase R$2 bilhões, o maior aporte privado da América Latina. Além da Movile, participaram da rodada a Innova e a Naspers.
O movimento de startups deve continuar cada vez mais forte em 2019. A expectativa é que o número de startups mapeadas em todo Brasil chegue a marca de 15 mil startups. Entre os mercados que devem movimentar o setor, estão as fintechs, alimentos e health techs que vem se destacando pelo alto potencial de consumo do mercado.
Quer acompanhar os dados do ecossistema? Acesse as estatísticas do StartupBase e acompanhe em tempo real.