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CEO da Colossal, Ben Lamm, defende que humanidade tem ‘obrigação moral’ de investir em tecnologia de desextinção

Imagem: Shutterstock

No palco do SXSW, que acontece em Austin, nos Estados Unidos, Ben Lamm, CEO da Colossal, startup que busca reviver espécies extintas por meio de edição genética, garantiu ao público que sua empresa não pretende criar um “Jurassic Park” da vida real, caso houvesse qualquer dúvida sobre isso.

Durante a entrevista conduzida pelo ator e membro do conselho da empresa, Joe Manganiello, Lamm argumentou que os esforços atuais de conservação da biodiversidade não têm sido suficientes e provocou para irmos além. “Precisamos de um conjunto de ferramentas para a desextinção”, disse ele, segundo reportagem publicado pelo TechCrunch. “Acredito que temos uma responsabilidade ética e moral de buscar tecnologias que possam reverter alguns dos impactos causados pela humanidade.”

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A Colossal tem projetos voltados para trazer de volta o dodô, o tigre-da-Tasmânia e o mamute-lanoso. No entanto, Lamm descartou qualquer possibilidade de reviver dinossauros, explicando que simplesmente não há material genético viável dessas criaturas.

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A empresa, fundada em 2023 por Lamm e pelo geneticista George Church, planeja ter os primeiros filhotes híbridos de mamute até 2028, com a intenção de reintroduzi-los na tundra ártica. Além disso, a startup lidera pesquisas para devolver filhotes de tigre-da-Tasmânia ao seu habitat original, na Tasmânia e em outras regiões da Austrália, após um período de adaptação.

A visão da Colossal tem atraído investidores. A startup já captou centenas de milhões de dólares e hoje é avaliada em US$ 10,2 bilhões. Além disso, derivou duas novas empresas focadas em aplicações específicas de sua tecnologia — e há uma terceira a caminho.

Lamm acredita que a “reintrodução” de espécies extintas e o uso da biotecnologia para a captura de carbono representam oportunidades bilionárias. Um de seus projetos mais comentados recentemente é o desenvolvimento do “camundongo-lanoso” — um camundongo geneticamente editado para ter características similares às do mamute-lanoso, incluindo pelos longos e espessos.

O experimento gerou debates na comunidade científica, com especialistas questionando se o estudo teve de fato um impacto na desextinção ou se foi apenas um avanço na genética de roedores. Lamm, por sua vez, defendeu o experimento, afirmando que ele validou as edições genéticas planejadas para o mamute.

A inteligência artificial (IA) também entrou na conversa. Lamm afirmou que a combinação de computação avançada, IA e biologia sintética pode ser uma das tecnologias mais “perigosas” já desenvolvidas.

Impacto transformador da inovação

Mas, ao mesmo tempo, ele acredita que essas inovações terão um impacto transformador, possibilitando desde curas para o câncer até a remoção de plásticos dos oceanos e o acesso universal a água potável.

“Teremos um verdadeiro domínio sobre a vida, podendo erradicar espécies invasoras ou restaurar aquelas que foram extintas”, disse Lamm. Ele também prevê avanços na engenharia de plantas, permitindo a criação de variedades enriquecidas com diferentes tipos de proteínas.

O executivo foi ainda mais longe ao afirmar que, dentro de 20 anos, a humanidade pode alcançar a chamada “velocidade de escape da longevidade”, aumentando significativamente a expectativa de vida — e até tornando a imortalidade uma possibilidade teórica.

Além disso, ele destacou que um projeto de escala semelhante ao “Projeto Manhattan” poderia ser necessário para preservar a diversidade biológica, criando “bancos biológicos” que armazenem células-tronco e óvulos de espécies ameaçadas. Ele mencionou que já está em diálogo com um país interessado na iniciativa, mas não revelou qual.

Por fim, Lamm comentou sobre a relação da Colossal com o setor público, afirmando que a empresa se reúne regularmente com agências do governo dos EUA e que já recebeu investimentos por meio de subsídios públicos.

*Com informações do TechCrunch

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Pamela Sousa
Tags: ColossalSXSW 2025
1 ano ago

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