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Cogna: IA generativa ajuda em correção de provas e em processo de matrícula

Igor Freitas VP Tecnologia Cogna Foto: Divulgação

Olhando de fora, parece que a Cogna está há anos trabalhando com IA generativa e que Igor Freitas, VP de Tecnologia da companhia, líder dos projetos, também está por lá há tempos. Mas, na realidade, a tecnologia é trabalhada há apenas oito meses e o executivo completou seis meses de casa.

Como, então, a organização de educação é capaz de entregar cases tão diversos? “Nós montamos um grupo de Inteligência Artificial no qual o gestor é o CEO, que encabeça toda a estratégia de IA generativa. Isso é fundamental porque não dá só o direcionamento, mas nos acompanha na geração de valor e nos benefícios da tecnologia”, explica Freitas, em entrevista ao IT Forum.

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Ou seja, tudo começa com os executivos (não só de tecnologia) trabalhando de maneira intensa em IA e IA generativa. Além disso, a Cogna fez um processo de governança para entender o potencial da solução e sua amplitude. Semanalmente cada projeto é discutido – são mais de 100 iniciativas, desde as mais simples até as mais complexas.

O terceiro aspecto é ter uma plataforma para suportar a construção dos cases. Chamada Cogna IA, ela tem três componentes: custo, feedback de aprendizagem e soluções.

Casos de uso da Cogna com IA generativa

Igor detalha que, ao buscar uma iniciativa, a Cogna pensa em três aspectos: eficiência, incremento de receita ou satisfação do cliente. O primeiro case que ele compartilha comigo é sobre eficiência. O grupo criou uma solução usando IA generativa que apoia o tutor na correção de trabalhos. O tutor é o profissional que apoia o aluno extraclasse, corrigindo trabalhos, tirando dúvidas, entre outros.

“Apenas ano passado, corrigimos 250 mil trabalhos usando IA generativa para auxiliar o tutor nesse processo de correção. A tecnologia dá um contexto geral, corrigindo parte dos trabalhos, sugerindo uma nota, mostrando se há erros ortográficos e até se tem plágio associado. Mas o tutor é quem dá a palavra final”, revela Freitas.

De acordo com o executivo, a meta é que a ferramenta diminua em 60% o tempo de correção de provas. Mas, além da economia de tempo, aumentará o potencial do tutor para levar outros aprendizados aos alunos.

O segundo case da Cogna é no uso da IA generativa no processo de abertura de matrícula. Freitas explica que antes eram necessários quatro minutos para a coleta e avaliação de documentos de novos alunos. Isso porque documentos como o certificado não têm um padrão, o que levava a uma análise mais demorada das informações.

“Agora, capturamos os documentos e fazemos a avaliação em 40 segundos. Quando falamos de graduação à distância, são centenas ou milhares de matriculados em pouco tempo, o que ajudará muito. São apenas três meses no começo do ano e três meses no meio do ano para as matrículas”, divide o VP da Cogna.

E, no próximo ano, a IA generativa poderá ser trabalhada diretamente com os professores que usam os métodos de ensino da Cogna. Para explicar a inovação, Freitas dá um passo atrás e contextualiza o que a Plural – uma solução que permite a interação tanto dos alunos quanto dos professores com o conteúdo digital.

“Nós criamos, dentro do Plural, o Plural AI, que é uma versão para contemplar como ensinar o aluno. Inicialmente, a ferramenta funcionará com o professor, para ajudá-lo, por exemplo, a fazer um plano de aula. O professor diz qual conteúdo quer, em quantas aulas e em qual formato, ele desenvolve o plano”, exemplifica Freitas. A plataforma também será capaz de gerar questões para provas e produzir apresentações de acordo com o que o professor quer ensinar em cada aula.

No futuro, diz o executivo, o aluno também poderá usar a IA generativa em alguns contextos. Mas, para colocar na mão do aluno, frisa ele, a ferramenta não pode errar. “Quando a solução for para o aluno, tem que ser 100% assertiva, tem que refletir os conteúdos que nós reproduziríamos. É muito delicado. É diferente de entrar na internet e fazer buscas que podem ter respostas estranhas.”

IA generativa x educação

Apesar de ressalvas do mercado no uso da IA generativa para a educação ou até desenvolvimento de crianças e adolescentes, Freitas diz que, como tecnologia, será excelente.

“Eu estou tirando toda essa necessidade operacional, de repetição, conteúdo manual. A IA traz muitas ferramentas, melhoria para o tutor, para o aluno e para o professor. A IA ela não aprende, ela faz correlações, o conteúdo sempre vai ser feita pelos ser humanos”, diz ele.

Ela poderá ser transformacional no sendo de ensino adaptativo. Por exemplo, se um aluno erra uma questão na prova, baseado em tudo o que ele aprendeu, a IA generativa pode apontar quais são as suas deficiências educacionais e criar conteúdos personalizados para ele.

“Antes, todo mundo recebia o mesmo conteúdo, a mesma prova e recebia um output do que acertou e errou. Agora eu consigo interagir de forma muito profunda, eu sei o que você passou, o que viu, sei o que errou, eu posso propor aquilo que eu posso trazer de algo a mais”, comemora o executivo.

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Published by
Laura Martins
Tags: CognaIA generativa
2 anos ago

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