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CodeBit: tecnologia para Fundações e Instituições é desafio por falta de investimento

Heitor Cunha, CEO da CodeBit Foto: Divulgação

A CodeBit nasceu com o objetivo de unir tecnologia com impacto social para mudar a vida das pessoas, desenvolvendo soluções tecnológicas com propósito e democratização do uso de infraestrutura em nuvem.

Em entrevista ao IT Forum, Heitor Cunha, CEO da empresa, conta que, em 2023, a CodeBit conseguiu ampliar sua atuação fora do Brasil e crescer 28% em faturamento. Para 2024, a companhia projeta um crescimento de 25% para 2024.

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Cunha e seu sócio, Cássio de Freitas, trabalharam juntos antes de criar a CodeBit, e entenderam que o mercado tinha uma deficiência para atender Institutos pela falta de budget. “O ‘filé mignon’ ficava com a corporação e os Institutos existiam para cumprir tabela”, comenta Cunha.

Mas, ainda que o investimento seja menor, as obrigações são tão importantes quanto para as grandes empresas. O executivo dá o exemplo da Fundação Itaú, que tem um risco de marca muito grande. “Temos que responder aos mesmos padrões de compliance dos grandes, mas com pequena parte do orçamento.”

Para crescer, diz Cunha, a Codebit aprendeu a fazer muito com pouco, “não para economizar dinheiro, mas porque não tínhamos orçamento e não queríamos tirar dinheiro de projetos para tecnologia de forma desnecessária. E foi esse movimento que, agora, dá um pouco de respiro no setor comercial. Nós olhamos algumas coisas e consegue otimizar.”

Leia mais: Terceiro setor no Brasil está mais conectado, mas potencial da internet é pouco explorado

Atualmente, 80% dos clientes da empresa são Fundações e Institutos, sendo a maior parte Institutos Corporativos, como a Fundação Itaú. Segundo Cunha, a ideia é continuar sendo especializado, pois cria uma essência interna no time que transcende o lado de entregar algo baseado em lucro.

“De quebra, acabamos absorvendo muito do projeto. Grande parte das entregas dos projetos é muito pautada em economizei X, lucrei X, melhorei a produtividade. Esse é o resultado bonito para colocar na apresentação. Quando você faz isso, você e as pessoas que trabalham com você está focadas no dinheiro. E nos projetos sociais, esse foi nosso grande encontro, o nosso driver não é o lucro, é o impacto. Quantas pessoas foram impactadas? Qual foi o projeto vencedor? Quem eram os alunos? Isso também acaba sendo internalizado pelas pessoas”, revela o CEO.

Internacionalização da CodeBit

A empresa acabou de abrir uma filial nos Estados Unidos e, em um primeiro momento, foca em participar de alguns programas com a AWS. Cunha explica que o Brasil é muito grande em sustentabilidade e terceiro setor, sendo muito pulverizado. Lá, não é tão difundido assim.

“Eles estão mais acostumados a ter menos Fundações, porém mais. Aqui estamos acostumados a ter Fundações menores, mais focadas. Mas estamos levando essa expertise”, diz Cunha.

A expectativa para esse ano e para o próximo é alcançar pelo menos um projeto com uma Fundação de fora. Para isso, a CodeBit abriu um escritório no fim do ano passado, mas sente o desafio de que muitas das instituições dos Estados Unidos têm orçamento alto, quase se tornando empresas do segundo setor. “Estamos entendendo o terreno. Não temos nenhum cliente específico, mas temos esses programas encaminhados e chancelados. Ambiental e educação é o que mais estamos olhando”, finaliza Cunha.

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Published by
Laura Martins
Tags: CodeBitTerceiro setor
2 anos ago

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