All Rights ReservedView Non-AMP Version
IT Forum
  • Homepage
  • Notícias
Categories: Notícias

CLM Software: presença internacional, crescimento completo

Quando falamos de internacionalização de operações é comum pensar que se trata de uma companhia que tenha muitos milhões de faturamento e um mercado já estabilizado em território nacional, sendo que sair do País é uma forma de manter o crescimento e ganhar mais mercado.

No caso da CLM, um distribuidor de valor agregado que faturou em 2011 cerca de 25 milhões de reais, a internacionalização de suas operações ocorreu por um fator de grande peso: a vontade do fabricante. ?Os fornecedores começam a preferir trabalhar com empresas globais, mesmo que isso signifique maior presença na América Latina?, afirmou Francisco Camargo, CEO da CLM. ?Começamos, também, a enfrentar concorrência dos distribuidores que tinham presença em outras regiões da América do Sul, então foi um movimento inevitável?, complementa.

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

O primeiro escritório foi aberto em Bogotá, Colômbia, em maio de 2011, e as operações por lá contam com 15 parceiros, sendo que alguns já têm projetos fechados. Por lá, Sourcefire, Barracuda e A10 Networks são as fabricantes que compõem o portfólio da CLM.

A nação vizinha foi escolhida por dois fatores: Margarita Barrero, responsável pelas relações internacionais da CLM, é colombiana e conhece a região, tendo facilidade para desenvolver projetos no país. O segundo ponto se deve à expansão da infraestrutura de TI no país. Pois o governo da Colômbia tem tomado uma série de medidas para tirar o atraso causado pelos anos de indefinição do modelo político. ?Em agosto do ano passado o governo colombiano zerou os impostos de importação para equipamentos de informática, um bônus para a nossa operação?, afirmou Camargo. ?Consigo até exportar de lá, pois não tenho imposto para trazer nem para enviar?.

O escritório de Miami, nos Estados Unidos, foi aberto em outubro de 2011, e tem a estrutura de logística tercerizada, comandada pela consultoria Duvekot. O CEO está em busca de um profissional para representar a empresa no território norte americano, e alguns executivos para realizarem vendas em países da América Central, tendo como hub a filial de Miami. ?É muito barato manter estoque em Miami, pois os juros, no máximo, chegam a 6% ao ano, e locar espaços para estocar produtos adquiridos também é barato?, comenta Camargo.
Os próximos passos da companhia na internacionalização da operação consistem em abrir uma filial no Peru e outra na Argentina, sendo que o mercado chileno também está nos planos da empresa. ?Essa expansão para os dois novos países é importante para mostrar ao fabricante que estamos a fim de ampliar a operação, e que podem contar conosco em países que são estratégicos para eles, uma vez que a América Latina passou a compor os planos do mundo dos negócios?, explica Camargo.

O executivo conta que esses novos escritórios passaram por intensivo estudo pela companhia, pois são mercados de difícil negociação, principalmente a Argentina, que conta com políticas desfavoráveis à importação e comercialização de produtos estrangeiros no país. ?O mercado argentino é extremamente complexo, pois nunca se sabe quando as políticas internas vão dificultar os negócios. Mas, uma vez compreendido a forma de atuar por lá, contando com um time que esteja a par das legislações, temos um mercado muito promissor para trabalhar com nosso atual portfólio?, comenta.

Além dos três fabricantes que estão juntos com a CLM na Colômbia, o portfólio da distribuidora é composto por Accellion, Astaro, Crossbeam, Eiq Networks, Expand Networks, Sensage e, mais recentemente, a Arista, com soluções voltadas principalmente para o mercado financeiro.

O executivo abriu os números e afirmou que já foram investidos cerca de 300 mil dólares para manter o projeto de internacionalização. ?Não é barato, mas entendemos como necessário?, diz Camargo.

Em 2011 a empresa faturou cerca de 25 milhões de reais, e a expectativa para este ano é crescer 100%, alcançando 50 milhões de reais ao final do ano, sendo que 15% desses números são esperados dos negócios advindos dos projetos internacionais. ?Teremos novidades para o mercado nacional, por isso esse salto tão expressivo, mas já temos boas expectativas do faturamento fora do País, número que tende a crescer?, comenta.

O aprendizado contrário

Ir para os países latinos parece ser um movimento contrário ao que é largamente divulgado nos veículos de comunicação, que apontam o Brasil como ‘a menina dos olhos’ para os negócios mundiais. Camargo, porém, afirma que sair do País é um aprendizado até mesmo para a operação nacional e afirma que estar com os olhos voltados para a internacionalização não tira em nada a grandeza dos negócios feitos em território brasileiro. ?A CLM tem muito para crescer dentro do Brasil. Temos mercados, como o de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, que atualmente são de difícil compreensão para nossa oferta, e que por isso também receberão investimentos?, conta o executivo.

O CEO lembra que o Brasil é um mercado de 2,4 trilhões de dólares, frente à, por exemplo, 300 bilhões do Chile, o que mostra que o território tupiniquim ?tem muito a ser explorado mas, ao mesmo tempo, o mercado latino não pode ser ignorado no processo?.

Soluções

A expansão dos negócios no mercado latino-americano também está atrelada à disponibilidade de soluções. O CEO da companhia afirma que o portfólio que é comercializado no Brasil aos poucos vai passar a ser vendido na região, mas os passos devem ser ?bem calculados?. ?Claro que os fabricantes têm interesse, mas temos que identificar oportunidades de venda. Primeiro vamos fortalecer a base, captar parceiro e compreender a oferta. Depois, podemos abrir o leque de opções?, explicou Camargo.

Além do portfólio, a presença nos países vizinhos ajuda a trazer novos fabricantes. ?Estamos de olho, tudo ainda é muito inicial, estamos aprendendo a fazer negócios fora do Brasil. Podemos ter soluções novas, mas a grande ideia é, inicialmente, ter passos fortes e conhecimento de causa?, comentou o CEO da CLM. ?Já fizemos o mais difícil, que foi começar. O restante é compreender?.

Next Google como negócio »
Previous « GXS busca força em soluções mercantis e inicia oferta para América Latina
Share
Published by
Redação
12 anos ago

    Related Post

  • Novos executivos da semana: Uncover, Tech for Humans, Diebold Nixdorf, Unico e mais
  • Se o Brasil não organizar seus dados culturais, outro fará isso por nós, alerta Jorge Brivilati
  • CBYK nomeia Maurício Matsuda como novo CEO

Recent Posts

  • Notícias

83% dos CIOs já adiaram projetos estratégicos por restrições de orçamento

A pressão por controle de custos vem alterando a dinâmica das áreas de tecnologia nas…

7 dias ago
  • Estudos

Fintechs brasileiras captam US$ 2,77 bi em 2025 e entram em nova fase de maturidade

O mercado brasileiro de fintechs passou por uma transformação no perfil dos investimentos em 2025.…

7 dias ago
  • Notícias

Sioux aposta em IA e dados para nova fase de experiências digitais e expande atuação para a Europa

O avanço da inteligência artificial e o uso estratégico de dados vêm transformando a forma…

1 semana ago
  • Artigos

Qual é o risco do desenvolvimento de software com IA?

Por Ramon Ribeiro Quase metade do código produzido por assistentes de inteligência artificial contém vulnerabilidades…

1 semana ago
  • Notícias

Se o Brasil não organizar seus dados culturais, outro fará isso por nós, alerta Jorge Brivilati

Peça a um modelo de inteligência artificial que gere a imagem de uma cidade, sem…

1 semana ago
  • Notícias

Novos executivos da semana: Uncover, Tech for Humans, Diebold Nixdorf, Unico e mais

O IT Forum apresenta, semanalmente, os novos executivos e os principais anúncios de contratações, promoções e mudanças…

1 semana ago
All Rights ReservedView Non-AMP Version
  • L