Claro evita críticas à fusão Oi-BrT e diz que ela não muda a competição no País

Para presidente, no entanto, salvo pequenas alterações tecnológicas, 'leis de telecomunicações não precisam mudar'.

Publicado:

Leitura 2 minutos

Claro evita críticas à fusão Oi-BrT e diz que ela não muda a competição no País

A Claro evitou fazer críticas à possível fusão entre a Oi e a Brasil Telecom, que ganha contornos mais concretos a cada dia. Hoje, por exemplo, a Oi divulgou que as conversas para que ela adquira o controle da Brasil Telecom Participações colocam o negócio entre 4,5 bilhões e 5,2 bilhões de reais.

Para o presidente da Claro, João Cox, em encontro com a imprensa nesta quinta-feira (07/02), “respeitando-se as leis, as fusões são uma questão natural do mercado”.

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

Ele disse não ver alterações no cenário competitivo brasileiro com a união das duas companhias, “já que elas não atuam nas mesmas cidades e, por isso, devem manter operações separadas”, afirmou.

Questionado se ele, então, concordaria com a mudança na lei que o governo se prepara para fazer, que é alterar o Plano Geral de Outorgas, ele afirmou que “salvo pequenas alterações tecnológicas, as leis do setor de telecomunicações não precisam mudar”, na sua opinião.

Para Cox, a concentração de mercado “é um resultado” da atual divisão de forças e do ambiente regulatório brasileiro. “Segundo um relatório do Merrill Lynch, o Brasil tem a menor margem de rentabilidade do mundo, de em média 23%”, afirmou.

Além disso, “em nenhum outro lugar do mundo as empresas têm market share tão próximos umas das outras”, acrescentou o executivo.

Citando ainda as obrigações impostas às operadoras pelo ambiente regulatório, como portabilidade numérica e compromissos de cobertura, ele afirmou que o cenário “quase que obriga as empresas a se consolidarem”.

Outros destaques do COMPUTERWORLD:
>Leilão de 3G arrecada R$ 5,33 bi, com ágio médio de 86,6%
>Nextel nega ter entrado no leilão de 3G para elevar o ágio
>Migração da Vivo para 3G pode elevar arrecadação para R$ 6 bi
>Surpresa com ágios, Claro investe R$ 1,4 bi no leilão de 3G
>Anatel prevê R$ 10 bi de investimento em 3G até 2010

Cox, entretanto, afirmou que não espera nenhum tipo de prejuízo ao consumidor com a operação. “Não posso crer que o governo queira favorecer fusões que prejudiquem a qualidade do serviço prestado aos clientes”, concluiu. 

Notícias relacionadas

Ver mais Seta para direita