O comunicado esclarece que, no dia 29 de novembro, “a Anatel aprovou a transferência da gestão dos ativos que o Telos (fundo de pensão dos empregados da Embratel) possui na cadeia da Telemig Celular para a Angra Partners Consultoria Empresarial e Participações e reconheceu a solução da questãoda coligação entre a Telemig Celular e a Claro, que vinha impedindo a operação da Claro em Minas Gerais. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.
A Claro adquiriu a licença para operar no mercado mineiro em licitação iniciada em setembro de 2004, sendo a única empresa que participou do leilão do lote correspondente ao Estado de Minas Gerais, excluído o Triângulo Mineiro. Desde então, a concorrente Telemig Celular tenta impedir a entrada da Claro como nova competidora no mercado mineiro, com o respaldo de diversas ações na Justiça.
A Claro iniciou suas operações em Minas Gerais no dia 28 de outubro, após autorização da Anatel. Estávamos atuando no Estado em conformidade com as leis brasileiras e a regulamentação do setor.
No entanto, a partir de liminares proferidas pelo Poder Judiciário por provocação daTelemig Celular, a Claro foi impedida de habilitar novas linhas e teve que fechar suas lojas do Estado.”
banco é um dos grandes acionistas da Telemig Celular, operadora que domina o setor em Minas Gerais e que está à venda. A entrada de um novo concorrente, que é conhecido por sua agressividade, desvaloriza a Telemig.
O presidente da Telemig, Ricardo Grau, descarta que seja um movimento do Opportunity ou de outro acionista. “Quem está conduzindo esse processo é a companhia”, informou.
O motivo que levou a Telemig à Justiça é que a Claro, pertencente ao mesmo controlador da Embratel, tem entre seus acionistas o fundo de pensão Telos, patrocinado pela Embratel. Como a Telos tem participação na Telemig, Grau alega conflito de interesses.
Para o presidente da Claro, Luís Cosio, não existe cruzamento. “A Embratel é patrocinadora de uma fundação com características e objetivos específicos. É diferente de ter o controle da empresa”.
A disputa se arrasta desde setembro de 2004, quando, no leilão de venda das licenças para operar telefonia celular no Estado, a Telemig denunciou o cruzamento de participações. Em 28 de outubro, a Claro iniciou a operação. Vendeu 750 acessos. Em 4 de novembro, a Justiça concedeu liminar favorável à Telemig. A Claro diz que parou de vender, mas manteve as lojas abertas para atender os clientes, até que, na sexta-feira, as estações radiobase foram lacradas pelo órgão regulador.
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