Cinco princípios para renovar os serviços da indústria financeira diante da geração Y

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Cinco princípios para renovar os serviços da indústria financeira diante da geração Y

Ainda que o assunto tenha despontado há cerca de três anos (leia reportagem Imersa em tecnologia, a geração Y desafia a TI ), como lidar com os nascidos na era digital têm sido tema de diversos debates corporativos. A recorrência do tema deve-se, principalmente, à dificuldade das empresas para entender estes jovens.

No primeiro dia da 20ª edição do Ciab, Don Tapscott, um dos mais reconhecidos autores sobre o tema, enfatizou como as instituições financeiras precisam se modificar a fim de adequarem-se para esta nova geração, tanto como funcionários quanto como consumidores. “Pela primeira vez na história, as crianças e adolescentes são autoridades, estão à frente dos pais em tópicos como a revolução digital.”

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Em sua palestra, Tapscott elencou cinco princípios para renovar os serviços da indústria financeira. São eles: colaboração, transparência, compartilhamento (sharing), interdependência e integridade.

O especialista citou diversas experiências com Linux para mostrar como as companhias devem investir na colaboração, abrindo seus modelos corporativos.  Já ao falar de transparência, Tapscott salientou que a nova geração está atenta aos valores da empresas e que não se contentam apenas em receber as informações prontas. “Elas investigam e como as corporações devem estar nuas é melhoras que estejam em forma”, comparou.

Como compartilhamento, o guru sugeriu que os bancos troquem alguma propriedade intelectual, aquelas que fizerem sentido, ressaltou. Para explicar interdependência, ele citou a crise dos bancos norte-americanos para mostrar que tudo está conectado. “Os negócios não serão bem-sucedidos em um mundo que está desmoronando.”

Tapscott também chamou a atenção da plateia para a questão da integridade, observando que a geração net observa como os bancos se relacionam com seus clientes e que tipo de consideração têm. “Passamos em 2008 por uma crise de integridade. Os bancos não olhavam para os consumidores, apenas para eles mesmos.”

De acordo com o especialista, estamos diante de um novo paradigma, o que, consequentemente, acarreta uma crise de liderança. “Vivemos um ponto de mudança, quanto estamos reescrevendo as instituições”, afirmou.

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