Cibercrime brasileiro se alia aos russos para impulsionar ataques

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Cibercrime brasileiro se alia aos russos para impulsionar ataques
Cibercrime brasileiro se alia aos russos para impulsionar ataques
Um cibercriminoso brasileiro foi responsável pelo roubo de mais de 136 mil credenciais de cartão de crédito. A iniciativa foi revelada pela empresa de segurança Trend Micro, que revelou mais detalhes da investigação – como a busca por ajuda em fóruns russos que congregam cibercriminosos.

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A companhia explica que, no passado, os cibercriminosos vinham operando em grupos distintos. Havia comunidades no submundo russo separadas de comunidades clandestinas da América Latina e assim por diante. Este já não é mais o caso: os cibercriminosos estão agora atravessando as fronteiras e combinando as várias ferramentas e recursos disponíveis para eles.

O cidadão brasileiro fez uma publicação nesse tipo de ambiente, cometendo erros gramaticais, mas que revelava o acesso a mais de 400 terminais de pontos de venda em postos de gasolina e lojas no Brasil. Como parte de seu post, o usuário deixou seu endereço de e-mail e usuário no Skype.

A partir desse endereço, por meio de uma conta no site de compartilhamentos 4shared, a empresa descobriu quase 1GB de informação aberta para qualquer pessoa com acesso à Internet ver, sem a necessidade de um nome de usuário ou senha, com registros de atividades cibercriminosas.

A conta continha malware, modelos de phishing, e vários documentos com o que pareciam ser informações pessoais dos cibercriminosos, seus cúmplices e vítimas. De acordo com a Trend Micro, o suspeito é um cidadão brasileiro que se descreve como um “homem de negócios”, cujos dados já foram entregues à polícia. Além de dados pessoais, havia também ampla informação relativa às mulas de dinheiro do usuário. Foram encontrados vários documentos, incluindo recibos de cartão Visa e impressões de extratos de contas bancárias.

Mais de 107 mil destes números são de cartões Visa, e mais de 20 mil MasterCards, com outras redes compondo o restante do total. Os malwares armazenados visavam ponto de venda (PDVs) pertencentes às famílias Virtual Skimmer e BlackPOS, que podem ter sido utilizados para realizar os ataques, além de modeos de phishing.

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