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Centenas de drones já sobrevoam o espaço aéreo corporativo brasileiro

Milhares de drones já sobrevoam o espaço aéreo brasileiro. O avanço na popularidade desses veículos voadores não tripulados (vants, na sigla em português) impulsionam novas aplicações, especialmente no ambiente corporativo. Algumas empresas usam a tecnologia em processos operacionais, de automação e/ou para execução de tarefas em ambientes hostis aos funcionários. O aquecimento de mercado traz consigo empresas especializadas, que captam os primeiros projetos.

A Voador.es nasceu para explorar oportunidades nesse segmento. A startup criada há cerca de seis meses já desenvolveu ?entre dez e 15 projetos corporativos?, mensura Thiago Capelo, um dos fundadores da companhia, que foca esforços em dois mercados verticais: construção e agronegócio.

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Um dos projetos acontece junto à área de relacionamento com o cliente da Tecnisa, que usará vídeos captados por drones para acompanhamento de obras. Os primeiros testes do equipamento foram feitos no Jardim das Perdizes, um bairro planejado que está sendo erguido em São Paulo. O trabalho para a construtora abriu portas para os empreendedores e despertou interesse de outras empresas do segmento.

?Aqui no Brasil estamos saindo de um estágio embrionário para um momento de formação do mercado?, avalia, mensurando que existem poucas dezenas de empresas trabalhando de maneira mais intensa na oferta dessa tecnologia para o mercado corporativo. Ele comenta que a startup busca desenvolver parcerias para oferta de novos serviços envolvendo os aparelhos.

?Vejo potencial de utilização dos aparelhos muito grandes. O Brasil está descobrindo a tecnologia agora?, reforça Fernando Motta Villares de Oliveira, diretor da AR Drone Brasil, uma revenda que trabalha com marcas DJI e Parrot no portfólio. Há um ano, mais ou menos, começou a atuar com olhos também para aplicação dos vants em empresas.

A empresa não trabalha na prospecção de projetos corporativos, apenas respondem às demandas que recebem do próprio mercado. Oliveira estima pelo menos 15 ou 20 projetos para empresas ao longo do último ano. ?O mercado cresceu bastante no final do ano passado?, estima.

Na sua opinião, a tecnologia tende a revolucionar indústrias como a de construção e agricultura. ?Mas a tendência é ir para outros setores onde é difícil colocar uma pessoa para desempenhar uma tarefa árdua, como mineração, segurança e monitoramento?, projeta.

A Gohobby distribui algumas marcadas de drone no País há cerca de três anos. A companhia calcula uma faixa de 200 aparelhos ?menos sofisticados? (com preços que vão de R$ 4 mil a R$ 6 mil) vendidos mensalmente. Além disso, a distribuidora contabiliza a comercialização de cinco dispositivos mais robustos, que podem custar algo na faixa R$ 150 mil, ao mês.

Em evolução
Ainda há muito a se desenvolver quanto ao uso da tecnologia. Os uso de drones, assim como ocorre com qualquer tecnologia nascente, pode ser comparado a um quadro em branco em termos de desenho de soluções e potencial de negócios. ?Tem espaço para muita coisa?, vislumbra Capelo, citando como exemplo a capacidade de programação para que os aparelhos sigam rotas traçadas, o que amplia ainda mais as possiblidades de utilização da tecnologia.

Nessa linha, a Amazon já se manifestou e cogita o uso da tecnologia para entregar encomendas de produtos vendidos em seu e-commerce. O projeto (ainda) não avançou porque, entre outros fatores, o governo norte-americano pretende regulamentar a utilização não-militar desses aparelhos.

A aplicação da tecnologia já tem alguns casos emblemáticos, inclusive no Brasil. No começo do ano, por exemplo, criminosos usaram drones para despejar drogas no pátio de um presídio no interior de São Paulo. Outra aplicação criativa dessas ferramentas em solo nacional foi durante o carnaval, durante a cobertura de desfiles de escola de samba

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Redação
12 anos ago

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