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Cashless: a extinção do dinheiro físico

Guardar cédulas e moedas embaixo do colchão deixou de ser – há muito tempo – uma opção. O consumidor moderno preza pela agilidade e praticidade que o dinheiro físico já não lhe garante, levando-o a recorrer cada vez mais para o uso contínuo instrumentos digitais. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS), no terceiro trimestre de 2018, as compras realizadas através de cartões de débito, crédito e pré-pagos cresceram cerca de 14,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

No entanto, a falta de confiança e incerteza que muitas pessoas possuem em relação aos meios de compra digitais resulta no insistente apego brasileiro pelas tradicionais moedas de troca. A cada ano são emitidas cada vez mais notas no país, e o Banco Central do Brasil já confirmou que pretende emitir em torno de 1,5 bilhão de novas cédulas em 2019, uma diferença de quase 0,3 bilhão desde o ano passado. Um dos motivos deste acréscimo está ligado a falsa impressão de que os pagamentos em dinheiro possuem zero taxas de serviços ao serem utilizados, fazendo com que as pessoas pensem estar desprendidas de tarifas como anuidade, taxa de saque, transferência, depósito, emissão de segunda via e outros.

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O grande problema quanto a este ponto é que para produzir dinheiro também é preciso gastar dinheiro. Em 2016, o órgão nacional vinculado ao Ministério da Economia informou que a produção de cada R$ 100,00 e R$ 50,00 custava em torno de R$ 0,25 centavos. O que significa que para imprimir 1 mil células, o gasto seria de R$ 250,00. Vendo estes custos como uma renda redutível, países como a Suécia, garantem extinguir a emissão do dinheiro físico até o fim da próxima década. Além disso, o governo sueco divulgou estar testando o uso de uma moeda digital nacional, a e-krona (coroa eletrônica), visando promover totalmente o reajuste em seu sistema econômico.

Desta forma, vemos que as plataformas e sistemas digitais vêm se tornando os principais precursores de uma nova era. Não apenas por sua comodidade, mas – atualmente – a maioria dos digital banks oferecem isenção em grande parte das tarifas aplicadas ao seu uso. Estas são ferramentas que ajudarão a moldar o futuro das transações monetárias, reinventando os modelos de bancos que já conhecemos e trazendo diferentes benefícios. Um bom exemplo que chama a atenção do consumidor é o programa cashback, sistema que garante o retorno de seus gastos em forma de descontos e mimos, fidelizando o cliente.

Sendo assim, é importante enxergar que existem diversas portas abertas para entrarmos em um mundo livre do papel-moeda e que, países como o Brasil, precisam estar dispostos a investir em soluções que se enquadram às necessidades atuais, ou seja, rápida, cômoda e eficiente.

*Por Rafael Pimenta, especialista em desenvolvimento de negócios com rápida escalabilidade. Jovem executivo, começou a atuar no ramo da tecnologia aos 11 anos. Aos 23 anos, vendeu uma de suas empresas para uma multinacional inglesa, impulsionando-o para novos mercados. Desenvolveu e operacionalizou soluções inovadoras, como o primeiro aplicativo de táxi do Brasil, o primeiro sistema de venda de ingressos via QR Code, além do app de chamada de emergência do SAMU192 via Facebook – que fez com que ganhasse o prêmio Ministério da Saúde na Campus Party de 2014. Atualmente Pimenta é Board Member de nove empresas inovadoras em diversos setores, além de Founder na RedLions Capital e co-CEO na BTX Digital, grupo americano especializado em “rebancarização” de mercados através do lançamento e operacionalização de bancos digitais de nicho para empresas do middle market.

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Published by
Ana Gabriela De Callis
Tags: inovaçãomercado financeiro
7 anos ago

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