Durante cinco meses a Capgemini focou na identificação de domínios específicos de conhecimento. O movimento resultou em um inventário de propriedade intelectual. A ideia é usar esse conhecimento gerado ao longo dos anos dentro da companhia e transformá-los em oportunidade de negócio.
No inventário, a companhia identificou mais de 300 ativos de propriedade intelectual, que, pelas suas contas, representaram um total de mais de 300 mil dias/homem de desenvolvimento. Isso reverte tanto em produtos (cerca de 60, identificados); aceleradores (150 soluções semiacabadas) e ferramentas (110 ativos de protótipos, frameworks e metodologias, por exemplo).
?Trata-se de uma tendência da indústria. Certamente há iniciativas semelhantes ocorrendo em nossos concorrentes?, comenta Aymar de Lencquesaing, vice-presidente corporativo da provedora, para quem ?não capturar a propriedade intelectual gerada é perder oportunidades?.
A ideia é avaliar o catálogo de soluções de capital intelectual gerada no final deste ano e levar as que fazem mais sentidos para serem ofertadas no mercado brasileiro a partir de 2013.
?Temos mudanças ocorrendo no mundo, tanto na parte tecnológica quanto de negócios. Precisamos nos mover para não perder posição do mercado. O mundo não é preto e branco. Certamente continuará precisando de grandes implementações. Mas o que o emerge na margem do core business também precisará ser endereçado?, diz o executivo.
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