Fernando Haddad, ministro da Fazenda. Imagem: Shutterstock
O governo brasileiro avalia a possibilidade de taxar as big techs como resposta à decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre importações de aço e alumínio. A medida, que pode afetar empresas como Google, Meta e X, ainda depende de uma decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Vamos aguardar a orientação do presidente depois das medidas efetivamente implementadas”, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em entrevista a jornalistas em Brasília.
O Brasil é o segundo maior fornecedor de aço para os EUA, principal destino das exportações do produto brasileiro. Em 2023, 49% de todo o aço exportado pelo país teve os americanos como destino. O anúncio da nova tarifa reforça um histórico de embates comerciais entre os dois países. Durante seu primeiro mandato, Donald Trump impôs medidas semelhantes, mas posteriormente concedeu cotas de isenção para parceiros comerciais como Canadá, México e Brasil.
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A possível taxação das big techs insere um novo elemento na equação. A medida, caso adotada, pode impactar setores como publicidade digital, serviços em nuvem e comércio eletrônico. A tributação dessas empresas tem sido discutida globalmente, com governos buscando formas de equilibrar a concorrência e garantir uma arrecadação mais justa.
Na semana passada, Lula afirmou que o Brasil poderia adotar medidas de reciprocidade caso o governo americano mantivesse a nova tarifa sobre o aço e alumínio. “Para nós, o que seria importante seria os EUA baixarem a taxação e nós baixarmos a taxação. Mas, se ele e qualquer país aumentar a taxação do Brasil, nós iremos taxá-los também. Isso é simples e muito democrático”, declarou o presidente em entrevista a rádios mineiras.
Por ora, o governo brasileiro mantém cautela. “O governo tomou a decisão de só se manifestar, oportunamente, com base em decisões concretas, e não em anúncios que podem ser mal interpretados ou revistos”, reforçou Haddad. O embate comercial se desenha, e a expectativa recai sobre os próximos passos de Brasília.
*Com informações da Agência Brasil
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