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Dias após a divulgação do relatório de cibercrimes da Trend Micro, a RSA, divisão de segurança da EMC, trouxe mais detalhes sobre o cenário do crime cibernético no Brasil e na América Latina com a divulgação de seu relatório sobre ciberameaças na América Latina. O documento classifica o Brasil como a “maior comunidade de crimes cibernéticos no mundo em temas financeiros”
O País gera mais malware que o Leste Europeu, local para onde, tradicionalmente, é desviado o dinheiro roubado de bancos norte-americanos. Contudo, os ataques realizados no Brasil são menos sofisticados em comparação aos desenvolvidos ao redor do mundo, devido à baixa adoção de métodos de autenticação de banda externa e de soluções tecnológicas de autenticação, monitoramento e assinatura de transações.
O documento também divide a América Latina em dois panoramas, por conta da divisão natural causada pelo idioma dos países. Esta divisão é significativa por resultar importantes diferenças no estilo de fraudes praticadas – e funcionar como como uma barreira para compartilhamento de conhecimento entre cibercriminosos. As comunidades do submundo da web são dinâmicas e ativas, mas a interação é mínima entre elas.
Em números, os chamados Brazilian Bankers foram responsáveis por 32% das tentativas de fraudes no último ano. Na sequência, foram identificados o Pony Stealer (21%), o Citadel (16%) e o Zeus v2 (11%).
Entre os comportamentos mais comuns dos cibercriminosos na América Latina são a busca de cúmplices para repartir os ganhos monetários com o cibercrime – em vez de comprar ou vender dados –, usar a função de saque sem cartão para transformar dados roubados em dinheiro, compartilhamento de páginas de phishing, e clonagem de cartão a partir de Dumps (conjuntos de dados de cartões de pagamento comprometidos que contém informações dos cartões que foram utilizados em situações reais de pagamento).
Redação
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