Brasil atrai investidores, mas ainda tem pouca presença no cenário de TI externo

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Brasil atrai investidores
Brasil atrai investidores
Classificado com o sétimo maior mercado de tecnologia do mundo, o Brasil atrai empresas de todo o globo e, ainda assim, tem uma presença em exportações pequena na área. “O mercado internacional não nos reconhece como produtor de tecnologia de alto nível na área de TI”, afirma José Henrique Barreiro, coordenador de Serviços e Programas de Computador da Secretaria de Políticas de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

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O Brasil exporta muito pouco em hardware em comparação a softwares. Segundo Barreiro, o País exporta cerca de quatro a cinco vezes mais em software e serviços de TI do que em hardware. “A área de software é uma competência nossa”, diz.

Para o presidente da Federação Ibero-Americana das Entidades de Tecnologia da Informação e Comunicação (Aleti), Roberto Mayer, o setor de tecnologia da informação e comunicação brasileiro está carente de políticas públicas específicas que visem seu fortalecimento.

Mayer dirige a Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro Nacional) e, na condição de representante dos empresariado, lamenta que, embora o Brasil seja pujante no mercado de TI, não tenha, a seu ver, uma política pública capaz de mudar o quadro de exportações reduzidas, como um programa estruturante, com uma meta definida.

“Tivemos iniciativas de apoio, a mais recente talvez tenha sido o TI Maior, mas elas são tímidas quando se compara com às iniciativas dos nossos vizinhos”, disse Mayer referindo-se ao Programa Estratégico de Software e Serviços de TI do Ministério.

De acordo com a IDC, os investimentos em TIC na América Latina crescerão este ano cerca de 5,7%. No entanto, em relação aos países vizinhos, o Brasil está estacionado, conforme afirma Mayer.

O Censo do Setor de Tecnologia da Aleti mostra, por exemplo, que embora o número de empresas da área de TI com algum tipo de exportação corresponda a 17% do total, as companhias que exportam representam um percentual pequeno (3%, em média) em comparação à receita.

Atualmente, o MCTI está fazendo uma avaliação do Programa TI Maior, para avaliar o que pode ser ajustado e envolverá outros órgãos do governo. A conclusão do trabalho está prevista para dezembro e deverá resultar em um novo programa, segundo o coordenador de Serviços e Programas de Computador.

Internacionalização
O governo vem incentivando a internacionalização das empresas brasileiras de TIC por meio da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Segundo o coordenador de Serviços e Programas de Computador do MCTI, o mercado brasileiro de TIC continua em crescimento. “Tanto é que a gente vê taxas de crescimento de 10%, 11% ao ano”, disse Barreiro.

Um dos desafios do setor são os recursos humanos. Isso não ocorre somente no Brasil, como no mundo inteiro: formar e manter capital humano especializado é algo complicado.

Mayer afirmou que a expansão que ocorreu nos últimos anos na área de tecnologia não foi acompanhada pela capacitação ou mesmo formação de capital humano. “Em todos os países onde ocorreu essa explosão, você tem falta de recursos humanos”.

Com isso, acaba-se subcontratando serviços de tecnologia em outros países. Segundo Barreiro, há forte evasão nas universidades e falta pessoal de nível técnico, como programadores.

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