Depois da compra pela Vivendi, a Telefônica desejou boa sorte à GVT. Na sexta-feira (13/11), a operadora espelho foi arrematada pela francesa em um negócio avaliado em R$ 7,2 bilhões, cerca de R$ 56 por ação.
Por meio de nota enviada à imprensa, Antonio Carlos Valente, presidente da Telefônica no Brasil, afirmou que R$ 50,50 por ação era a oferta máxima da operadora espanhola para aquisição da concorrente.
Segundo o executivo, “o Brasil continua sendo um mercado altamente estratégico para a Telefônica e que a empresa estará sempre atenta a novas oportunidades que surjam no setor de telecomunicações”.
A disputa entre Vivendi e Telefônica para ver quem ficaria com a GVT começou em outubro, quando a espanhola ofereceu R$ 6,5 bilhões por 100% das ações da empresa baseada no Paraná. Em setembro, a francesa havia proposto R$ 5,4 bilhões.
Um mês após a primeira oferta, a empresa comandada por Valente elevou a proposta para R$ 6,95 bilhões, chegando a R$ 50,50 por ação, numa tentativa de tirar a concorrente francesa do negócio. Na mesma semana, acionistas da GVT definiram que o preço mínimo seria de R$ 48, por ação.
O negócio movimentou o mercado nacional de telecomunicações. Durante a Futurecom 2009, o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, revelou que preferia a GVT nas mãos da Telefônica. “Um novo player pode desequilibrar, o que não é bom para o sistema. O Brasil é um bicho estanho”, afirmou.
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