Foto: Divulgação
O grupo BMW anunciou na segunda-feira (2) que concluiu um projeto-piloto com robôs humanoides na fábrica de Leipzig, na Alemanha. O projeto adota o conceito que a empresa chama de “Physical AI” (ou IA física, em tradução livre), e tem como objetivo “integrar a robótica humanoide à produção em série já existente de automóveis”, além de “explorar outras aplicações na produção de baterias e componentes”.
Não é a primeira vez que a BMW experimenta essa tecnologia. Em 2025, o grupo implementou “com sucesso” outro projeto-piloto com robôs humanoides em Spartanburg, nos Estados Unidos. Os conhecimentos obtidos nos projetos estão sendo usados pela empresa para, segundo ela própria, “desenvolver e expandir aplicações de Physical AI”.
“Digitalização aumenta a competitividade da nossa produção, aqui na Europa e no mundo todo. A simbiose entre expertise em engenharia e inteligência artificial abre possibilidades completamente novas na produção”, diz em comunicado Milan Nedeljković, membro do Conselho de Administração do grupo BMW.
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A empresa diz que os robôs são parte de uma estratégia maior de automação, mas os robôs com características humanoides demonstram potencial “especialmente em tarefas monótonas, ergonomicamente exigentes ou críticas para a segurança”. O objetivo desse uso seria reduzir a carga sobre funcionários humanos e melhorar as condições de trabalho.
Os robôs usados são da Hexagon Robotics, divisão da sueca Hexagon e já parceira do BMW Group na área de tecnologia de sensores e software. A empresa especializada em robôs humanoides apresentou seu primeiro modelo, o AEON, em junho de 2025. É esse que está sendo usado pela BMW.
Segundo as partes, houve antes uma fase de avaliação teórica e testes laboratoriais bem-sucedidos na planta de Leipzig em dezembro de 2025. Um novo teste está previsto a partir de abril de 2026 para “garantir a integração total para a fase piloto efetiva, que começa no verão de 2026”.
O modelo tem corpo “semelhante ao humano” e promete a fixação flexível de diversos elementos de mãos, garras ou ferramentas de escaneamento, além de mobilidade sobre rodas. Durante os testes e posteriormente na fase piloto, o robô será utilizado na montagem de baterias de alta tensão e na fabricação de componentes.
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