A Research In Motion promete que o BlackBery 10 mudará o futuro da computação móvel. O sistema operacional chegará ao mercado internacional no início de 2013, confirmaram executivos da empresa durante o BlackBerry Jam Americas 2012.
Durante o encontro, realizado em San Jose (Califórnia, EUA), no fim de setembro, finalmente o mercado viu as particularidas da plataforma, a qual muitos classificam como sendo a última bala para que a RIM volte à força do passado, hoje suplantada pela consumerização, iOS e Android.
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Frank Boulben, novo CMO da empresa, explicou que o produto não é voltado somente para o ambiente corporativo, para uso pessoal ou qualquer outra distinção. O uso é para “BlackBerry People”, que agregam três particularidades: são hiperconectadas, multitasking e querem resolver as coisas com rapidez. Um executivo, um CIO, um desenvolvedor, um adolescente, uma dona de casa. Não importa.
Dito isso, abaixo, seguem 17 fatos sobre o produto.
- Outra base de programação: esta não é uma informação inédita, mas deve ser lembrada. A base de construção do BB10 não é o Java, linguagem utilizada nas vserões anteriores. O sistema é criado em cima do QNX, tecnologia comprada pela empresa canadense há cerca de dois anos. Esta é a mesma base para o tablet Playbook, mas a companhia promete experiência de usuário muito mais intuitiva no novo ambiente
- Capacidade multitarefa, com o Hub: assim como as companhias aéreas, o BB10 também possui um Hub não qual são distribuidos seus outros voos – ou experiências. Na área principal do smartphone ficam os aplicativos que estão em uso naquele momento (apps corporativos, BBM, calendário, redes sociais, etc). Por ter capacidade multitarefa, não é necessário fechar um programa para se abrir outro, como ocorre atualmente com o BB7 e outros sistemas operacionais. Com isso, a RIM decretou o…
- …fim do botão Home, graças ao Flow: Flow, ou fluidez, é a capacidade de navegar através de todos os aplicativos ao mesmo tempo, sem prejuízo de desempenho. Portanto, o Hub armazena os serviços utilizados pela pessoa, que passa de um programa a outro sem se importar por onde começou ou terminou. Com isso, o botão Home, que faz o papel do “in” e “out”, torna-se desnecessário
- Frames que são programas ativos: quando se fala em Hub, multitarefa e Flow, é importante entender que os thumbs com os programas em uso que ficam “armazenados” no Hub não são apenas ilustrativos. Os programas ficam ativados com resposta online. Portanto, se o usuário estiver em seu calendário e receber um alerta do Twitter, por exemplo, o thumb da rede social apresentará um ícone de atualização em tempo real
- Peek: este é o conceito que permite a nevegação pelo smartphone com o toque dos dedos, puxando, empurrando, arrastando, abrindo, fechando, seja qual for o comando dado pelo usuário.
- Teclado preditivo multilinguagem: a RIM já flerta com teclados preditivos há algum tempo. Contudo, a companhia promete melhor experiência com a nova plataforma. Em exemplo feito para o serviço BlackBerry Message (BBM), não é necessário digitar praticamente nada. Uma base de inteligência artificial reconhece as palavras que a pessoa costuma utilizar – claro que não é um padrão e cada usuário tem o seu perfil – e já lhe apresenta sugestões durante a digitação. Caso haja troca de idioma no meio da frase, sem problemas. O teclado não lhe obriga a escrever palavras da mesma língua e compreende o contexto. Veja abaixo no vídeo
- BBM mais interativo: falando mais um pouco de BBM, não é segredo para ninguém que este é um dos principais diferenciais dos produtos RIM atualmente. Com isso, o sistema de mensagens gaha uma cara nova, parecida com a do Hub, na qual o usuário vêm thumbs simultâneos da área de grupos, mensagens, fotos, etc. Elas são atualizadas online, assim como a explicação sobre o Hub no item 4.
- BBM hiperconectado: não é porque o serviço de mensagens é considerado como vencedor que ele não deve ser melhorado. Então, foram confirmadas APIs que permitem conexão de websites, games e outros aplicativos dentro do serviço de mensagens
- Fotos: ficou bem claro que a RIM quer conquistar o usuário final. Com a tecnologia de reconhecimento facial e edição de frames, é possível o rosto das pessoas nas fotos. Explico: caso seja retirado um retrato de várias pessoas e algumas tenham saído com olhos fechados ou fazendo caretas inapropriadas, por exemplo, é possível isolar o rosto que se quer mudar e selecionar outros momentos de captura da imagem, feitos antes de a foto ser batida. Como disse um executivo da empresa, é possível “criar um momento que, de fato, nunca existiu”.
- Dois em um: também já apresentada pela RIM em outras oportunidades, a tecnologia Balance isola completamente a área pessoal da corporativo dentro do mesmo aparelho. Portanto, caso assim determinem as políticas de TI da empresa, o usuário não pode copiar informações da empresa para seu e-mail pessoal, por exemplo. Ele usa ambas as áreas simultâneamente, sem precisar fazer login e logout de uma para a outra. “Isso resolve boa parte dos problemas do CIO”, disse o CEO da fabricante, Thorsten Heins.
- Hardware secreto, chip secreto: sem novidades ainda. A companhia apresentou um novo modelo a desenvolvedores, o Dev Aplha B, que tem tela totalmente touchscreen, câmera de oito megapixels e outras especificações secretas. A RIM não quis informar, por exemplo, quantos cores tinha o dispositivo, mas indicou que o BB10 não funcionaria bem em aparelhos BB7 ou menores porque a experiência do usuário não seria satisfatória. Além da ausência de touch em boa parte dos aparelhos anteriores, pode-se imaginar que um chip mais simples seria um limitador para o novo sistema. Será que vem por aí um quad-core, como Galaxy SIII?
- NFC: Desenvolvedores já podem pensar em aplicativos adaptados à ainda pouco utilizada tecnologia de Near Field Comunication. Vale fazer o adendo de que o recém-lançado iPhone 5 não veio com a solução
- Rede fechada entre os dispositivos: o sistema BB10 vem com a capacidade de conectar os dispositivos em uma rede privada virtual. Ou seja, pequenos ambientes de nuvem do ecossistema BlackBerry. A tecnologia já foi construída para o IPv6, o mais novo protocolo de internet. A companhia pensa, então, em integração cada vez mais entre os aparelhos, que hoje são smartphones e tablets, mas que no futuro serão carros, geladeiras, entre outros.
- Nova App World: para ganhar atratividade com o consumidor final, que se converge no corporativo, é preciso ter uma loja de aplicativos com mais opções do que os apenas 105 mil apps disponíveis na versão atual. Quando do lançamento da nova plataforma, a RIM permitirá a compra de filmes, músicas, séries de TV, entre outros, dentro do seu sistema (qualquer semelhança com Google Play e App Store é mera certeza de que o modelo deu certo e deve ser copiado). Além disso, a companhia promove hackatoons para garantir que hajam apps suficientes dentro do ambiente quando ele vier a público. E é muito importante lembrar aqui que dos 105 mil apps hoje disponíveis na loja, cerca de 70% foram produzidos para BB7 ou versões anteriores. Ou seja: não funcionarão no BB10. A companhia vai abrir sua loja para submissão de apps para os desenvolvedores em 10 de outubro. Ela também garante o pagamento de US$ 10 mil àqueles que inscreverem seus programas de 21 a 23 de janeiro e que tenham obtido, em 12 meses, ao menos US$ 1 mil em vendas. Outro importante ponto: com base em informações do BlackBerry Enterprise Server, a loja se divide em dois ambientes: a corporativa, na qual há os apps obrigatórios e opcionais para os executivos, e a pessoal, onde há games e outros programas. Este seria o mesmo conceito do Balance dentro do universo de compras online. Aqui, o CIO pode inclusive peronalizar o papel de parede que fica na área segregada à empresa dentro do ambiente, no caso de haver ações específicas dentro da loja.
- Calendário interativo: o calendário de eventos vem com um conceito muito mais interativo, porque, segundo executivos da empresa, as reuniões “são sobre pessoas”. Então, quando você clica em uma atividade do dia, aparecem os contatos e informações das pessoas envolvidas naquele encontro.
- O que futuro aguarda: evangelista de desenvolvimento da empresa, o brasileiro Demian Borba deixou claro que a ideia do produto não é ser somente um sistema operacional para smartphones, mas uma plataforma móvel que abranja diversos outros dispositivos. Entre eles, tablets (claro!), computadores e carros, tudo em um ambiente integrado. Vale lembrar que o QNX já está hoje em mais de 60% dos carros inteligentes. Um indicativo importante de ultraconectividade.
- Vamos de físico e virtual: a ideia da empresa é combinar hardwares que tenham teclados físicos e virtuais, para que o usuário tenha a experiência assertiva, de acordo com suas necessidades. Quanto tempo será que o físico dura? Para smartphone pode estar com os dias contados. Mas fica a pergunta: para o que a RIM se prepara com um teclado físico? Façam suas apostas.
Quando?
O BB10 chegará no primeiro trimestre de 2013 primeiramente com dispositivos touchscreen. Pouco tempo depois chegará ao teclado Qwerty e, depois, ao tablet Playbook. Não foram detalhadas datas, mas executivos garantiram que tudo ocorreria dentro do ano que vem, sem atrasos para 2014