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“A decisão faz sentido se forem analisadas as condições do mercado brasileiro. O país é carente de emprego e de novos investimentos”, observa. Para Dal Piaz, o padrão GSM representa a oportunidade de se trazer mais companhias ao mercado local porque será preciso começar do zero para se trabalhar os sevriços de PCS (personal communication system).
Segundo o executivo, a opção pela faixa de frequência 1.8 GHz, apesar de contrariar os interesses de grandes players do mercado – a exemplo da Ericsson, Lucent, Qualcomm, Mototola, NEC e Telemar -, não exclui a participação das grande empresas. “Esse é um mercado atraente. Quem estiver interesse em vir para o Brasil para operar PCS não vai mudar de idéia por causa da decisão”, afirma.
Do ponto de vista mercadológico, no entanto, Dal Piaz prevê que o mercado vai passar por um momento mais longo de adaptação (para montar a nova infra-estrtutura) retardando um pouco a competição, provavalmente para meados do próximo ano.
Por outro lado, o diretor acredita na ampliação dos valores estimados pelo Yankee Group para o novo mercado. Em projeções recentes, o instituto apontava US$ 10 milhões em infra-estrutura, venda de licenças e investimentos até 2002.
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