Automação predial avança rumo a diagnósticos preventivos remotos

O processo aprimorará a eficiência operacional e energética aplicadas à refrigeração e ar-condicionado

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ar condicionado — Foto: Shutterstock

Apesar da consciência de que ainda há um longo caminho pela frente, cada vez mais os sistemas de automação aplicados à refrigeração e ar condicionado têm apresentado significativos avanços na busca constante pela maior eficiência operacional e energética.

Isso se deve principalmente ao fato de que notadamente há um potencial real de reduções financeiras ao se manter boas práticas e sistemas automáticos.

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Desta forma, identificamos, por exemplo, conceitos instalados de ‘district cooling’ para uso tanto em ar condicionado como refrigeração que já utilizam da automação como um meio de regulagem e operação.

Existem também equipamentos e instalações que já utilizam de compressores variáveis, comandados por termostatos ou controladores, obviamente já integrados com os ciclos de segurança, degelo, entre outros. Desta forma conseguimos manter o sistema operacional, automático e seguro para o dia a dia da instalação.

Outro importante avanço é o fato de que já houve uma grande aceitação dos fabricantes dos controladores internos das máquinas em viabilizar um protocolo de comunicação aberto e legível, passivo de integração com a automação predial, como por exemplo os protocolos BACnet e MODbus.

Desta forma, os próximos passos seriam:

1) Padronização e obrigatoriedade do protocolo aberto aos controladores internos das máquinas (BACnet e MODbus), permitindo a integração com o sistema de BMS, facilitando a indicação de alarmes, processos, consumos, etc;

2) Fazer o uso do meio físico de comunicação TCP e IP facilitando a interconectividade de outros equipamentos, melhorando o fluxo de dados e obviamente observando o conceito de internet das coisas (IoT);

3) Disseminar entre os profissionais de HVAC-r o conceito de automação integrada.

Na prática, deve se mirar em exemplos como a possibilidade de utilizar sensores de presenças e de portas, juntamente com os atuais sensores de temperatura e umidade para supervisionar e comandar os equipamentos de geração do “frio”. Assim é possível fazer uma análise de controle de acesso que permita pré-definir um insuflamento de ar coerente, nem maior e nem menor, para a carga térmica detectada, de uma forma “on demand”.

A IoT tem estimulado cada vez mais que os fabricantes descentralizem o processamento da informação nos periféricos e possibilitem uma integração direta na plataforma ou no software a ser utilizado.

Alguns fabricantes de válvulas, sensores, e até mesmo fancoils e/ou refrigeradores etc, já produzem seus equipamentos com um microprocessador que permite o tratamento das informações coletadas e por meio de um controle ‘stand alone’, faça uma regulagem prévia antecipando ações dos gerenciadores.

Desta forma, colaboram na velocidade das informações que trafegam pelas redes e infraestrutura, assim como auxiliam na segurança do processo em caso de perda de comunicação. Assim, os dispositivos de borda, sensores e equipamentos IoT, acabam ficando com o custo um pouco mais elevado. Apesar disso, avaliando a infraestrutura, somada aos controladores e gerenciadores que são necessários para fazer tais leituras, chega-se à conclusão de que a inovação acaba ficando bem mais convidativa e barata.

Um aspecto interessante notado em HVAC-R é a inevitável migração dos comandos puramente elétricos, para uma análise e comando via protocolos e principalmente o uso do meio físico IP.

Para o futuro a tendência é de convivermos com equipamentos que possam ser integrados na automação predial, individualmente, como por exemplo uma câmera de segurança, usando um protocolo totalmente aberto e nativo, com um meio físico padrão, como por exemplo TCP e IP.

Isso facilitará a gestão preventiva e tomada de decisão dos gestores em ações que podem prevenir despesas desnecessárias, ampliando a eficiência energética e operacional.

Podemos imaginar a possibilidade de um gestor conseguir administrar todas as suas unidades e equipamentos através de um único aplicativo ou software. Isso dará tempo para pensar em estratégias e utilizar todos os dados massivos (‘big data’) em prol de seu negócio.

Este é o alvo. Que sigamos nesta direção.

*Igor Nakamura é diretor da Viridi Technologies

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