Aumentar orçamento para segurança não garante proteção dos ativos corporativos

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Aumentar orçamento para segurança não garante proteção dos ativos corporativos
Aumentar orçamento para segurança não garante proteção dos ativos corporativos

O aumento no número de ciberataques tem forçado empresas a ampliar os investimentos com segurança da informação. De acordo com relatório da Business Insider Intelligence, a estimativa é que que os investimentos em segurança da informação cheguem a US$ 655 bilhões até 2020. Segundo o Gartner, esse valor em 2015 chegava a “apenas” US$ 75,4 bilhões.

Apesar dos números mostrarem que as companhias estão dando importância à segurança da informação, o diretor comercial da KSecurity, empresa brasileira focada em soluções para cibersegurança, acredita que aumentar o budget para este setor não é suficiente para garantir a proteção dos ativos corporativos.

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Para Cleber Marques, as empresas só estarão bem protegidas quando contarem com um framework de segurança apropriado que inclua uma estratégia bem definida de prevenção e detecção e processos efetivos de resposta e recuperação.

Marques afirma que tem visto que muitas empresas estão adiando o planejamento de iniciativas de segurança da informação a longo prazo. “Quanto mais tempo levam para fazer isso, mais cara será a implementação das tecnologias certas, especialmente se, durante esse tempo, a empresa investir em soluções que, a rigor, não agregam em nada à segurança do negócio”, explica.

Adiar o planejamento pode custar caro. O relatório Cost of Data Breach 2016, do Instituto Ponemon, estimou que o custo médio das violações de dados no Brasil chega a R$ 4,31 milhões – mais do que o custo de R$ 3,96 milhões registrado no ano anterior. Com os ataques cibernéticos custando cada vez mais caro, a KSecurity acredita que os líderes de negócio sentem a pressão de investir em segurança obtendo o máximo retorno de investimento.

“É comum, por exemplo, o Chief Information Officer (CIO) ou Chief Science Officer (CSO) já saberem qual é a solução ideal para proteger o ambiente, no entanto, quando os líderes de negócio precisam tomar a decisão e passam a analisar os prós e contras, a solução escolhida pelo CIO é descartada por ser mais cara que algum outro controle que pode não trazer o retorno esperado”, conclui Marques.

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