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Quando fundou a Microsoft, Bill Gates desenhou seu objetivo de maneira muito clara e específica: colocar um computador na frente de cada pessoa, seja em casa ou no ambiente de trabalho. Para o consultor e professor da Impacta Sílvio Celestino, esse é um grande exemplo de como os CIOs devem se posicionar à frente de sua equipe.
?Não faz sentido a empresa e os diretores enfatizarem os ?valores? da empresa, porque ninguém discorda de um valor. O CIO deve exibir de maneira clara suas escolhas éticas, assim como Bill Gates, que enfrentou pessoas que discordavam de sua visão de que a computação era algo bom e deveria ser espalhada para todos os usuários?, contou Celestino durante o IT Forum Expo/Black Hat 2013. À época, os computadores eram restritos a engenheiros, cientistas, e outras posições especializadas.
Grande parte da razão da falta de engajamento dos profissionais de TI, para ele, se dá pela falta dessa clareza na definição da missão da companhia e da liderança. ?Quando não existe transparência, não há motivação?, resume. Segundo ele, o real CIO deve ter a ambição de transformar pessoas e a organização. Para isso, Celestino aconselha alcançar o que ele define de terceiro nível de ética, quando a equipe se afasta da competição entre si e entre as pessoas envolvidas com o trabalho e alcançam a colaboração. ?É preciso a preocupação que todos que se relacionam conosco no trabalho saiam ganhando. Sejam os colegas de trabalho, outros departamentos, clientes e fornecedores?, conclui.
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