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Desde o grande golpe de marketing do Y2K [o bug do milênio, no qual se imaginava que todos os dados seriam perdidos na virada da década de 90 para os anos 2000] nada parece ter causado um tumulto maior no setor de redes que o Byod [movimento Bring Your Own Device, ou traga seu próprio dispositivo].
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O Byod é assustador e o medo vende. Bom para nós. Mas a realidade é que hoje o Byod é um pouco como o Y2K. É um grande problema que não é tão grande assim.
Na realidade a maioria das empresas apenas quer fazer algumas coisas simples com o Byod como: encontrar uma maneira simples de incorporar todos os dispositivos (da empresa e dos funcionários); automaticamente oferecer políticas individuais para cada usuário ao se conectar com a rede; ver quem está acessando a rede e com quais dispositivos; ampliar a segurança e o projeto de rede com fio (filtro de conteúdo, firewalls e VLANs) para incluir a rede sem fio; adicionar capacidade sem fio para redes com 2x, 3x ou 4x dispositivos por usuário; e aproveitar da atual infraestrutura e manter sua eficiência e simplicidade.
Claro, algumas empresas também querem gerenciar dispositivos e aplicativos diretamente, incluir inspeção, quarentena e reparação NAC (e anti-x), e depois filtrar, controlar e guiar seus usuários com políticas altamente personalizáveis, baseadas em dezessete critérios únicos, incluindo (sem se limitar) usuário, dispositivo, localização, horário, método de acesso, humor do usuário, fase da lua, temperatura ambiente externa, nível da maré e tamanho da calça.
Apesar do exagero da tendência Byod, com a alegação de que todo mundo precisa de todas as personalizações e um pouco mais, estamos ouvindo uma história diferente do mercado empresarial.
As empresas já têm os componentes de rede necessários para lidar com os aspectos mais básicos de Byod sem a necessidade de comprar mais equipamentos de rede:
Em geral, a maior barreira é o acesso baseado em papéis, mas, para as empresas que possuem políticas de grupo configuradas, agora devemos perguntar se todos os usuários e dispositivos são iguais. Os usuários com dispositivos pessoais estão forçando a questão. Ou seja, o problema básico do Byod é o fato de conhecermos os usuários, mas não os dispositivos.
Alguns recursos fáceis de usar já existiam antes do Byod aparecer e devem ajudar a maioria das empresas a contornar as dificuldades do Byod. Nesta história toda, o fundamental é proporcionar configuração rápida, acesso fácil e usuários produtivos, como o Byod deve ser.
*Andre Queiroz é diretor regional de Enterprise para América Latina da Ruckus Wireless
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