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A exemplo das fases anteriores de transformação da TI ? da adoção da computação pessoal na década de 80; do cliente/servidor na década de 90 e do advento de SaaS, no início deste século ? a computação em nuvem alcançou um ponto crítico similar que criará oportunidades sem precedentes tanto para fornecedores novatos como para aqueles já estabelecidos.
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Para muitos oráculos do setor, 2012 sería o ano em que a computação em nuvem se generalizara. Será que já chegamos lá? Com a IDC revelando que os gastos mundiais com serviços públicos de TI em nuvem deverão exceder o patamar dos US$ 40 bilhões neste ano, e com uma taxa de crescimento anual acumulado superior a 25%, tudo indica que 2013 será o ano em que a nuvem se pagará para muitos fornecedores e clientes
Isso representa uma mudança significativa da fase de ?testes/desenvolvimento? caracterizada por um grande volume de atividades de empresas na nuvem em 2012, para a fase de maior adoção e implementação de soluções de nuvem. A evolução e a rápida industrialização da computação em nuvem está transformando praticamente todas as facetas da tecnologia da informação e da comunicação.
A seguir apresentamos as cinco principais tendências que estão moldando o panorama da nuvem para 2013:
1. A crescente adoção de aplicativos como serviço impacta o gasto de capital
Embora não seja um jogo de compensações de perdas e ganhos, já estamos vendo os avanços que a computação em nuvem está fazendo em relação aos gastos de capital alocados à infraestrutura tradicional de TI. As empresas estão seriamente considerando a compra de serviços sob demanda no lugar da compra de equipamentos físicos (ex: servidores, racks, switches de rede, PCs), de licenças de software e de contratos de manutenção. Esta mudança não se limita somente às nuvens públicas, mas também às privadas, com um número crescente de empresas preferindo pagar por X-as-a-service na forma de um serviço sob demanda, em seus próprios centros de dados ou nos de um provedor. Isso pode ser resumido como uma tendência rumo a um modelo de negocio que favorece despesas incorridas com operações ao invés de gastos de capital. Reciprocamente, fornecedores de serviços de nuvem estão se tornando grandes clientes de fornecedores de hardware e software.
2. A Ascenção dos consultores especializados em computação em nuvem
À medida que os investimentos mudam para a nuvem, somos testemunhas do surgimento de um novo contingente de consultores especializados, ajudando empresas a montar e usar arquiteturas de nuvem. Unindo-se às fileiras dos pequenos consultores independentes de nicho e de fornecedores de hardware com ramificações na área de serviços profissionais, as grandes empresas tradicionais de consultoria também estão todas empenhadas em reunir os talentos e as capacitações de que precisam para apoiar suas recém-estabelecidas práticas de consultoria em nuvem. Enquanto isso, os recursos deixam de ser canalizados para serviços tradicionais de consultoria em aplicações e hardware. Não se trata mais de integrar a mais nova versão de uma aplicação ERP; trata-se de saber qual solução de nuvem funciona melhor para cada unidade de negócios e mapeamento de carga de trabalho para serviços de nuvem públicos/privados/híbridos. Ao mesmo tempo, há cada vez mais oportunidades para os departamentos de TI corporativos se tornarem especialistas internos em nuvem e desempenhar um papel mais estratégico para ajudar a proporcionar aos seus negócios maior agilidade em alavancar recursos de nuvem.
3. A evolução da nuvem móvel
A tendência de trazer seu próprio dispositivo e a continuidade da queda do PC como a plataforma dominante de computação servirão para acelerar a mudança rumo à nuvem móvel, à medida que um crescente número de empresas se torna cada vez mais móvel e muda seus ativos de TI de seus centros de dados para a nuvem. Com isso, a empresa de TI terá a responsabilidade de estabelecer políticas claras que proporcionem segurança para acessar aplicações na nuvem em dispositivos móveis e fazê-lo sem prejudicar a inovação habilitado pela nuvem.
4. Mais claridade com relação à nuvem começará a surgir em 2013
Atualmente há muita confusão em torno das abordagens conflitantes usadas para implantar a computação em nuvem pelos diferentes fornecedores e prestadores de serviços. Não está claro também a quem as empresas devem recorrer. A fragmentação deve começar a se dissipar no final de 2013 em diante, quando o mercado comece a aderir a padrões e surjam vencedores. De acordo com Gartner, até 2015, os serviços de nuvem de baixos custos canibalizarão até 15% das receitas das principais empresas terceirizadoras. Além disso, mais de 20% das grandes empresas terceirizadoras de TI que não investirem o suficiente na industrialização e em serviços com valor agregado desaparecerão em decorrência de fusões e aquisições.[2] Neste meio tempo, alianças envolvendo padrões abertos se movimentarão contra fornecedores tradicionais. Padrões abertos continuarão a ganhar importância e veremos entrando no mercado um maior número de serviços baseados em plataformas de padrões abertos.
5. Surgem lentamente padrões para a nuvem
Para que a nuvem realmente se popularize, será preciso evoluir de uma solução composta de várias partes, como é hoje para um produto básico em termos de utilidade, confiabilidade, escalabilidade e padronização. Os padrões de mercado são determinados por fornecedores, associações de normas e forças de mercado. As APIs deverão ser padronizadas e deverão existir interoperabilidade e formações federadas em nuvem ? tanto no sentido geográfico como no âmbito das verticais da indústria.
Acompanhando a trajetória de períodos que também transformaram a história da TI, a computação em nuvem passou de uma tendência de vanguarda para um crescimento acentuado e seu impacto não está apenas mudando os modelos de TI, como também os modelos gerais de negócios, gerando inovações com a força de reorganizar não apenas a indústria de TI, como praticamente todas as indústrias.
*Steve Caniano é vice-presidente de Hospedagem, Aplicações Gerenciadas e Soluções de Nuvem, AT&T Business Solutions
**As opiniões dos artigos/colunistas aqui publicadas refletem unicamente a posição de seu autor, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte da IT Mídia ou quaisquer outros envolvidos nesta publicação
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