Artigo – A computação em nuvem em 2013: de tendência de vanguarda a hipercrescimento

Publicado:

Leitura 6 minutos

Artigo – A computação em nuvem em 2013: de tendência de vanguarda a hipercrescimento

A exemplo das fases anteriores de transformação da TI ? da adoção da computação pessoal na década de 80; do cliente/servidor na década de 90 e do advento de SaaS, no início deste século ? a computação em nuvem alcançou um ponto crítico similar que criará oportunidades sem precedentes tanto para fornecedores novatos como para aqueles já estabelecidos.

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

Assine a Newsletter do IT Web

Siga o IT Web no Twitter

Curta, no Facebook, a Fan Page do IT Web

Para muitos oráculos do setor, 2012 sería o ano em que a computação em nuvem se generalizara.  Será que já chegamos lá?  Com a IDC revelando que os gastos mundiais com serviços públicos de TI em nuvem deverão exceder o patamar dos US$ 40 bilhões neste ano, e com uma taxa de crescimento anual acumulado superior a 25%, tudo indica que 2013 será o ano em que a nuvem se pagará para muitos fornecedores e clientes

Isso representa uma mudança significativa da fase de ?testes/desenvolvimento? caracterizada por um grande volume de atividades de empresas na nuvem em 2012, para a fase de maior adoção e implementação de soluções de nuvem. A evolução e a rápida industrialização da computação em nuvem está transformando praticamente todas as facetas da tecnologia da informação e da comunicação.

A seguir apresentamos as cinco principais tendências que estão moldando o panorama da nuvem para 2013:

1. A crescente adoção de aplicativos como serviço impacta o gasto de capital

Embora não seja um jogo de compensações de perdas e ganhos, já estamos vendo os avanços que a computação em nuvem está fazendo em relação aos gastos de capital alocados à infraestrutura tradicional de TI.  As empresas estão seriamente considerando a compra de serviços sob demanda no lugar da compra de equipamentos físicos (ex: servidores, racks, switches de rede, PCs), de licenças de software e de contratos de manutenção. Esta mudança não se limita somente às nuvens públicas, mas também às privadas, com um número crescente de empresas preferindo pagar por X-as-a-service na forma de um serviço sob demanda, em seus próprios centros de dados ou nos de um provedor. Isso pode ser resumido como uma tendência rumo a um modelo de negocio que favorece despesas incorridas com operações ao invés de gastos de capital.  Reciprocamente, fornecedores de serviços de nuvem estão se tornando grandes clientes de fornecedores de hardware e software.

2. A Ascenção dos consultores especializados em computação em nuvem

À medida que os investimentos mudam para a nuvem, somos testemunhas do surgimento de um novo contingente de consultores especializados, ajudando empresas a montar e usar arquiteturas de nuvem. Unindo-se às fileiras dos pequenos consultores independentes de nicho e de fornecedores de hardware com ramificações na área de serviços profissionais, as grandes empresas tradicionais de consultoria também estão todas empenhadas em reunir os talentos e as capacitações de que precisam para apoiar suas recém-estabelecidas práticas de consultoria em nuvem. Enquanto isso, os recursos deixam de ser canalizados para serviços tradicionais de consultoria em aplicações e hardware. Não se trata mais de integrar a mais nova versão de uma aplicação ERP; trata-se de saber qual solução de nuvem funciona melhor para cada unidade de negócios e mapeamento de carga de trabalho para serviços de nuvem públicos/privados/híbridos. Ao mesmo tempo, há cada vez mais oportunidades para os departamentos de TI corporativos se tornarem especialistas internos em nuvem e desempenhar um papel mais estratégico para ajudar a proporcionar aos seus negócios maior agilidade em alavancar recursos de nuvem.

3. A evolução da nuvem móvel

A tendência de trazer seu próprio dispositivo e a continuidade da queda do PC como a plataforma dominante de computação servirão para acelerar a mudança rumo à nuvem móvel, à medida que um crescente número de empresas se torna cada vez mais móvel e muda seus ativos de TI de seus centros de dados para a nuvem. Com isso,  a empresa de TI terá a responsabilidade de estabelecer políticas claras que proporcionem segurança para acessar aplicações na nuvem em dispositivos móveis e fazê-lo sem prejudicar a inovação habilitado pela nuvem.

4. Mais claridade com relação à nuvem começará a surgir em 2013

Atualmente há muita confusão em torno das abordagens conflitantes usadas para implantar a computação em nuvem pelos diferentes fornecedores e prestadores de serviços.  Não está claro também a quem as empresas devem recorrer. A fragmentação deve começar a se dissipar no final de 2013 em diante, quando o mercado comece a aderir a padrões e surjam vencedores. De acordo com Gartner, até 2015, os serviços de nuvem de baixos custos canibalizarão até 15% das receitas das principais empresas terceirizadoras.  Além disso, mais de 20% das grandes empresas terceirizadoras de TI que não investirem o suficiente na industrialização e em serviços com valor agregado desaparecerão em decorrência de fusões e aquisições.[2] Neste meio tempo, alianças envolvendo padrões abertos se movimentarão contra fornecedores tradicionais. Padrões abertos continuarão a ganhar importância e veremos entrando no mercado um maior número de serviços baseados em plataformas de padrões abertos.

5. Surgem lentamente padrões para a nuvem

Para que a nuvem realmente se popularize, será preciso evoluir de uma solução composta de várias partes, como é hoje para um produto básico em termos de utilidade, confiabilidade, escalabilidade e padronização. Os padrões de mercado são determinados por fornecedores, associações de normas e forças de mercado. As APIs deverão ser padronizadas e deverão existir interoperabilidade e formações federadas em nuvem ? tanto no sentido geográfico como no âmbito das verticais da indústria.

Acompanhando a trajetória de períodos que também transformaram a história da TI, a computação em nuvem passou de uma tendência de vanguarda para um crescimento acentuado e seu impacto não está apenas mudando os modelos de TI, como também os modelos gerais de negócios, gerando inovações com a força de reorganizar não apenas a indústria de TI, como praticamente todas as indústrias.

*Steve Caniano é vice-presidente de Hospedagem, Aplicações Gerenciadas e Soluções de Nuvem, AT&T Business Solutions

**As opiniões dos artigos/colunistas aqui publicadas refletem unicamente a posição de seu autor, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte da IT Mídia ou quaisquer outros envolvidos nesta publicação


Notícias relacionadas

Ver mais Seta para direita