Anixter: de olho em um futuro promissor

Publicado:

Leitura 4 minutos

Anixter: de olho em um futuro promissor

Em meio a uma economia global titubeante, o mercado brasileiro virou uma espécie de miríade, onde fabricantes mundiais enxergam oportunidades e querem aportar com seus produtos. Quase toda semana, Marcelo Rezende, country manager da Anixter, recebe executivos de empresas que representa ou que querem estabelecer algum tipo de acordo para ingressar no portfólio da distribuidora. Casualmente, gerir a lista de produtos distribuídos é atribuído pelo executivo como um de seus principais desafios. Ao que tudo indica, o trabalho vem sendo bem feito, uma vez que a companhia levantou dois troféus este ano: Gestão de Portfólio e Política de RMA. Além disso, foi finalista em outras três categorias (Alcance Geográfico, Atendimento e Logística).

CRN Brasil ? Como vocês têm gerido o portfólio de vocês e por que o processo praticado gabaritou a Anixter a vencer a categoria no prêmio deste ano?

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

Marcelo Rezende ? Quando você pega o portfólio da Anixter no mundo, grande parte vem da capacidade global e do acordo com empresas de primeira linha. Além disso, há certa maleabilidade para cada região. Por exemplo, temos autonomia para escolher outros provedores que façam sentido para atuação em determinado mercado. Tiramos muito proveito dos acordos corporativos mundiais e da autonomia para operação de cada País, o que faz com que a lista de produtos seja complementada por algumas coisas domésticas.

CRN Brasil ? Que desafios têm encontrado nessa questão e o que tem feito para vencê-los?

Rezende ? Por incrível que pareça, o grande desafio tem sido a gestão de tempo e de energia que gastamos na manutenção e composição do portfólio. Não tem uma semana que eu passe sem receber visita de executivos dos fabricantes que representamos ou possíveis acordos de companhias que querem entrar no mercado brasileiro. Queremos trazer oportunidades sem gerar concorrência interna. Elencamos três grandes frentes BU (sigla em inglês para unidade de negócios) para atuação: infraestrutura, comunicação unificada e segurança. Sempre tentamos encaixar ofertas entres esses três pilares com proposta de complementação de portfólio.

CRN Brasil ? Quantos fabricantes e soluções representam atualmente? De que forma isso tem crescido e qual é a estratégia para os próximos meses?

Rezende ? Ao todo são mais de 90 representações no Brasil, sendo que cerca de 20 fabricantes fazem 80% dos resultados. Temos crescido mais tentando capacitar na base instalada e no conhecimento das revendas, além de trabalhar para preencher gaps com soluções complementares que não gerem conflitos internos com o que já distribuímos.

CRN Brasil ? Que peso tem a política de RMA para a Anixter?

Rezende ? Nos propusemos a ser um distribuidor de valor agregado (VAD, na sigla em inglês), que representa não só possuir capacidade de pré-venda, mas também a habilidade e agilidade para repor os produtos, especialmente quando falamos de soluções de missão críticas.

CRN Brasil ? Qual a estratégia daqui para frente?

Rezende ? Vemos um futuro bastante promissor no Brasil. Ainda somos tímidos no País e temos uma condição financeira fenomenal. Nosso trabalho do dia a dia é distribuição e enxergamos uma oportunidade tremenda no território brasileiro não só pelo mercado, mas pela seriedade com que trabalhamos. A participação da operação local no faturamento de 5,5 bilhões de dólares da Anixter no mundo ainda não chegou ao nível que pretendemos. Isso significa espaço para crescer.

Notícias relacionadas

Ver mais Seta para direita