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| Quem é quem |
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1.8 GHZ (GSM) Inepar Telecom, Intelig, TIM (Tele Centro Sul/Tele Nordeste Celular), Alcatel, Nokia, Siemens, além de entidades como o UMTS Forum e GSM Association; 1.9 GHz (GSM, CDMA, TDMA) Algar Telecom Leste, BCP, BellSOuth, CTBC Tlecom, Global Village Telecom, Tele Centro Oeste Celular, Telemar, TIW/CVC, Vésper SA/Vésper SP, Bell Atlantic Mobile Network, GTE do BRsil, Pegasoo PCS, Sprint PCS, Vodafone Airtouch, Ericsson Telecomunicações, Motorola, Nortel, Qualcomm. NEC do BRasil, alémd as entidades CDG e UWCC. |
Há cerca de seis meses o mercado está discutindo a melhor freqüência a ser utilizada no país. Mas a Anatel garante que é imune a pressões de ambos os lados e vem realizando inúmeras reuniões internas. A avaliação é tanto política como tecnológica. A faixa 1.9 GHz é utilizada pelos países latino-americanos e os Estados Unidos. Já a 1.8 GHz permite a tecnologia GSM, sendo usada na maioria dos países do mundo, com exceção das Américas. Na prática, o que também está em jogo nessa delicada decisão é a definição de quem vai se manter, sair ou entrar no mercado.
Fabricantes de celulares que exportam para a América Latina vão perder um grande nicho (já pronto) se a escolha for 1.8 GHz. De outro lado, para fabricantes europeus que até então não participavam desse mercado, esta é grande chance.
Prós e contras
Endossam a faixa 1.9 GHz empresas como a Algar Telecom, Ericsson, Lucent, Motorola, Qualcomm e Nortel, que argumentam ser essa é a melhor opção para o Brasil por ter roaming com os Estados Unidos, país com o qual mantemos comércio mais ativo. Além disso, essas empresas explicam que o Brasil já utiliza tecnologia CDMA e TDMA e que, portanto, todo o investimento das operadoras e fabricantes seria desperdiçado caso a opção não seja essa.
A maioria das operadoras como Global, Global Village Telecom, Tele Centro Oeste, Telemar, Telemig, Vésper, Algar e BCP estão defendendo a 1.9 GHz porque já têm toda a infra-estrutura para as tecnologias CDMA e TDMA e teriam que fazer novos investimentos se o padrão fosse alterado.
Dário Dal Piaz, diretor do instituto de pesquisas Yankee Group, diz que há dois importantes pontos a se considerar. “Se o governo quiser dizer que está trazendo novas empresas e novos investimentos para o país, a escolha deverá recair sobre o padrão 1.8 GHz, que traz para o mercado as empresas européias. Por outro lado, se quiser contentar a maioria das empresas e usar uma tecnologia mais viável, vai optar pelo 1.9 GHz”, analisa.
O número de empresas que se posicionam a favor da faixa 1.8 GHz é menor. Siemens, Nokia, Intelig e Alcatel estão entre as que defendem o modelo europeu sob o argumento de ser um padrão aberto e utilizado em mais de 140 países, o que permitiria o uso de equipamentos de marcas diferentes em uma mesma rede e roaming com o mundo todo.
Os defensores dessa freqüência ressaltam ainda que a UIT – União Internacional de Telecomunicações – reservou, em 1992, a freqüência 1.8 GHz para os celulares da banda C e a 1.9 GHz para os celulares de terceira geração que vão receber e transmitir imagens, texto e vídeo, além de voz.
“Não devemos seguir tudo que os Estados Unidos fazem, a freqüência 1.8 GHz vai ser a evolução para os celulares de terceira geração. Quero ver como os Estados Unidos vão limpar essa faixa para utilizarem os serviços de 3G. Ou será que eles vão trabalhar apenas com faixas adicionais?”, questiona Mário Baumgarten, gerente geral de marketing estratégico da Siemens.
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