Alunos de Stanford trazem curso de ciência da computação gratuito para SP

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Alunos de Stanford trazem curso de ciência da computação gratuito para SP
Alunos de Stanford trazem curso de ciência da computação gratuito para SP

Gustavo Torres e Michael Andreas Troute, alunos brasileiros da Universidade de Stanford, na Califórnia, ministrarão curso introdutório à ciência da computação usando como base o que aprenderam nos EUA.

O curso é gratuito e será realizado entre 4 e 29 de julho no recém-inaugurado Google Campus, no Paraíso. Serão selecionados cerca de 20 alunos para os encontros presenciais, mas o conteúdo também estará disponível na internet – incluindo gravações das aulas, lições e fórum de ajuda.

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Para concorrer às vagas, basta se inscrever no site http://cs106br.org até 24 de junho. O público-alvo do curso são jovens de 15 a 25 anos sem experiência alguma com ciência da computação.

Inaugurado na segunda-feira, 13 de junho, o Google Campus São Paulo é o primeiro do gênero na América Latina. O projeto já existe em Londres, Madri, Varsóvia e Tel Aviv, e tem o objetivo de fomentar o empreendedorismo.

“Chegamos a Stanford sem saber o que era ciência da computação, ou CS, como dizem os americanos. Fizemos aulas introdutórias e ficamos maravilhados com o poder das linguagens de programação”, diz Torres, de 18 anos, que acaba de concluir o primeiro ano de faculdade. “Com CS você pode criar um site para divulgar produtos, desenvolver um aplicativo, processar bases de dados gigantes, enfim, as possibilidades são infinitas.”

Segundo Troute, de 19 anos, embora existam vários recursos de boa qualidade para se aprender ciência da computação pela internet, a maior parte está em inglês. Por isso, decidiram montar um curso específico, em português, para jovens brasileiros. A ideia é transmitir o conhecimento obtido em Stanford na disciplina CS 106A.

Localizada no chamado Vale do Silício, berço de empresas de tecnologia como Google, Snapchat e Uber, a universidade está entre as melhores do mundo.

Troute nasceu em Washington, nos EUA, e mudou-se com a família para São Paulo quando tinha 11 anos e voltou ao país natal para cursar a faculdade. Já Torres é paulistano e cresceu no Capão Redondo, bairro da periferia da zona sul. Estudava em uma escola pública quando conheceu o Ismart, instituto que concede bolsas de estudos a jovens talentos de baixa renda. Aprovado no processo seletivo, ele teve apoio do projeto social para fazer o ensino médio no Colégio Santo Américo, no Morumbi. Além de Stanford, foi aceito nas universidades Harvard, MIT, Duke e Columbia.

“Decidimos que, estudando em uma das melhores faculdades de CS no mundo, estamos numa posição muito boa para tornar essa matéria mais acessível no Brasil”, diz Troute. Ele e Torres consideram “um absurdo” não terem tido nenhum contato com ciência da computação antes da faculdade. “Milhões de jovens no Brasil nunca terão contato algum com programação, então vamos realizar este curso experimental como forma de trazer insights e experiência para fazermos algo em maior escala no futuro.”

Processo seletivo Ismart
Para quem quer seguir o exemplo de Gustavo Torres, as inscrições para o processo seletivo de bolsas de estudos do Ismart estão abertas. Podem se candidatar às vagas alunos matriculados no 7º ano ou no 9º ano do ensino fundamental e com perfil de alto rendimento escolar. 

Os candidatos devem vir de família com renda per capita de até dois salários mínimos (ou seja, renda de no máximo R$ 1.760,00 por pessoa). As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pela internet, até 15 de julho, no site www.ismart.org.br. Neste ano são oferecidas até 225 bolsas integrais.

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