Alcatel Lucent lança soluções de nuvem e desmente boatos sobre venda de ativos

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Alcatel Lucent lança soluções de nuvem e desmente boatos sobre venda de ativos

A Alcatel-Lucent apresentou nesta terça-feira (3/12) duas plataformas de serviços de computação em nuvem. A OpenTouch Personal Cloud, a ser lançada no ano que vem, e a OpenTouch Enterprise Cloud, já disponível no Brasil.

A primeira tem como proposta é oferecer comunicações unificadas, soluções de conferência, colaboração, compartilhamento e interação com mídias sociais corporativas. Hospedada em data centers da companhia na França e nos Estados Unidos, a OpenTouch Personal Cloud será oferecida para canais na modalidade de serviço, para que eles também possam oferecer serviços em nuvem a seus clientes finais.

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“Hoje, se você estiver a caminho de uma videoconferência e receber uma ligação em seu telefone fixo, tem que descontinuar a chamada, retomar a ligação no seu celular e, uma vez no local, tem que desligar novamente e reconectar à conferência. Nossa proposta de comunicação unificada contempla todas as redes de comunicação”, explica o diretor geral da Alcatel-Lucent Enterprise no Brasil, Nuno Ribas.

As comunicações unificadas (UC, na sigla em inglês) representam um foco para o portfólio da empresa neste ano. Ribas traça ainda um paralelo às tecnologias de telepresença, que eram apontadas como principal tendência há alguns anos, mas perderam força frente às UC. “A telepresença é uma tecnologia fantástica, mas você precisa se deslocar até um ponto para isso. O conceito de presença evoluiu com a mobilidade e, ao mesmo tempo, a mobilidade trouxe mais dispositivos para o ambiente corporativo como BYOD, alimentando as comunicações unificadas”, justificou.

O OpenTouch Enterprise Cloud, por sua vez, visa operadoras de telecomunicações pois oferece UC como serviço. Um dos clientes já ativos é a GVT, com 30 mil usuários. Os potenciais clientes são provedores de nuvens e até empresas que estejam construindo data centers em parceria com provedores de nuvem. Nessa solução, as aplicações rodam no data center do cliente.

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Ribas também desmentiu as notícias na imprensa nas últimas semanas de que a divisão Enterprise seria vendida ou fechada, classificando-as como “puros boatos”. A informação surgiu após uma entrevista com o CEO global, Michel Combes, quando apresentou um plano de redução de custos de 1 bilhão de euros e, consequentemente, gerou demissões e protestos na França.

O executivo brasileiro diz que a Alcatel-Lucent Enterprise já representa de 8% a 10% da receita total do grupo, e no Brasil os negócios seguem sólidos e com crescimento.

“Não há fatiamento, nada de demissões por enquanto. Estamos em um processo de reestruturação liderado pelo nosso CEO, mas não existe nada planejado relacionado a venda muito menos fechamento”, esclareceu. Como embasamento, ele citou o roadmap de produtos para os próximos seis anos  e até a expansão da equipe no Brasil em 2013.

 

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