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Accenture aposta em “reinvenção” da IA para acelerar inovação nas empresas

À esquerda, Victor Lima, líder de inovação e tecnologia sustentável da Accenture na América Latina; e, à direita, Eco Moliterno, diretor criativo da Accenture Song (Imagem: divulgação)

Mesmo com o boom da inteligência artificial (IA) dos últimos anos, apenas 12% das empresas no Brasil estão usando a tecnologia de maneira transformacional. Essa é a realidade apontada por um estudo feito pela Amazon Web Services (AWS) – e justamente o que a Accenture deseja mudar entre seus clientes. “Cada vez mais queremos nos posicionar como um suporte e um parceiro para ajudar as empresas a passarem para essa nova fase da IA”, afirmou Eco Moliterno, diretor criativo da Accenture Song.

A declaração foi feita durante uma conversa com jornalistas no novo Connected Innovation Center (CIC), com unidade agora em São Paulo. Para tornar possível a “nova fase da IA”, Moliterno e Victor Lima, líder de inovação e tecnologia sustentável da Accenture na América Latina, apresentaram o novo conceito que vem sendo trabalhado pela companhia com toda sua base de clientes: o AIR, artificial intelligence reinvention.

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Sendo a tradução do inglês da palavra “ar”, o “AIR” representa a forma como a Accenture vê a nova era da IA: vital, omnipresente e humana, já que o novo momento, segundo os executivos, veio para exaltar capacidades humanas como a criatividade. No entanto, para isso, é necessário implementar uma nova lógica de trabalho. “Não é só uma transformação para um update. Nesse novo momento, você tem que zerar, começar de novo”, disse Lima.

O primeiro passo que tem sido explorado pela empresa é olhar para os fluxos de trabalho, hoje inteiramente feito por humanos, mas que, para um futuro agêntico, precisam ser reimaginados e redesenhados para que englobem agentes de IA. “Atividades, funções pessoas, cargos, que antes faziam parte desse processo, agora vão precisar ter o redesenho”, reforça Lima.

No entanto, a nova perspectiva pede que as organizações repensem suas ferramentas de trabalho, para que estas sejam capazes de, não apenas permitir o pleno funcionamento da tecnologia, mas também a supervisão e governança da mesma. Neste cenário, o novo centro de inovação é o local onde a Accenture pretende convidar seus clientes a pensarem em como organizar a casa para a chegada da nova era.

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“Esses agentes precisam acessar uma base de conhecimento tácito que hoje ainda está na cabeça das pessoas. E, para entregar tudo isso de uma maneira segura, responsável, a gente precisa lidar com um ecossistema que é extremamente complexo”, afirma Moliterno.

Citando as camadas de orquestração, observabilidade e segurança, o executivo demonstrou a necessidade de começar a pensar essa mudança a partir de agora. Ainda assim, todo o trabalho feito traz uma promessa de uma grande transformação. Um estudo realizado pela própria Accenture, em parceria com a Universidade de Warwick, prevê que até 55% das horas de trabalho serão impactadas com a transformação e a reinvenção da inteligência artificial.

A diferença vem de dois fatores muito presentes na era pós-cloud: a velocidade e a capacidade de análise. “Agora nós temos parâmetros novos de realização das coisas. O que fazíamos em anos, levam meses. E o que fazíamos em meses, levam horas. Além de uma nova capacidade de analisar dados e fazer correlações de novo que antes era humanamente impossível”, disse o diretor criativo.

Três passos para a transformação

A partir do novo cenário apresentado, a Accenture aponta para três etapas a serem seguidas na reconstrução das empresas. A primeira delas é mapear os pontos críticos, compreendendo aonde ainda precisa ser ajustado e melhorado, e assim, escolhendo por onde começar. “É uma transformação complexa, ela não vai ser feita em todas as áreas simultaneamente. Então, temos aconselhado nossos clientes a escolherem as suas batalhas”, reforça o líder de inovação e tecnologia sustentável, Victor Lima.

Escolhidas as batalhas, a organização deve então, preparar seus soldados. Com as transformações surgindo principalmente nos fluxos de trabalho e nas culturas organizacionais, o preparo das lideranças se torna essencial para que todo o time esteja engajado em aprender novas habilidades e se torne “AI native”.

Por fim, Lima ressaltou a importância da união no ecossistema de tecnologia, com a escolha de parceiros que abracem esta nova fase. “Já existem diversas novas empresas que embarcaram na era da IA, além de todas os enterprises e provedores de software. Agora a gente precisa se conectar com esse ecossistema de AI e unir forças para fazer a reinvenção.”

A nova casa da Accenture

Para refletir toda essa mudança que quer trazer aos clientes, além do CIC, a Accenture inaugurou também um novo escritório. O espaço foi pensado para refletir a visão de liderança e a capacidade brasileira de unir criatividade humana e tecnologia, homenageando grandes nomes da cultura nacional como Santos Dumont, Johanna Döbereiner, Ziraldo, Burle Marx, Landell de Moura, Tarsila do Amaral, Airton Senna, entre outros.

Com capacidade para 890 pessoas sentadas, o escritório, junto ao centro de inovação, marcam a nova fase da companhia no trabalho híbrido e no desenvolvimento de tecnologia com foco em acelerar a inovação e gerar resultados reais.

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Published by
Isabella Winckler
Tags: AccentureAIRCentro de inovaçãoCICIAinteligência artificial
7 meses ago

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