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AI pode ser candidato a um Prêmio Nobel?

Uma inteligência artificial (AI, na sigla em inglês) seria capaz de ganhar um Prêmio Nobel? Essa é a questão provocadora sobre a qual uma equipe de cientistas está refletindo após usar o deep learning suportado por GPUs para acelerar suas pesquisas, com resultados impressionantes.

“A AI está superando os métodos convencionais”, afirma o doutorando da Universidade Nacional da Austrália, Paul Wigley a Michael Copeland. “Quanto mais aplicarmos a inteligência artificial à física, mais ela avançará”, defende.

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Curioso quanto ao uso de deep learning em aplicações experimentais relacionadas à física, Wigley participa de uma equipe que usa a AI para produzir um condensado de Bose-Einstein, um estado da matéria no qual os átomos são resfriados a temperaturas próximas do zero absoluto e servem de ponto de partida para outras medições.

Retidos em enormes câmeras de metal, os átomos são, basicamente, armazenados em estruturas similares a um copo com paredes durante o estágio de resfriamento por evaporação. Tradicionalmente, as paredes são baixadas por cientistas humanos usando lasers para permitir que os átomos mais quentes escapem.

Descobertas escondidas

Wigley explica que sua equipe decidiu usar a AI para ajustar a potência dos feixes de laser e os resultados são surpreendentes. Normalmente, a saída do laser diminuiria (em vez de aumentar), mas a AI encontrou uma maneira de modular os feixes de laser para criar o condensado, esclarece o doutorando.

“Isso leva à pergunta: há algo mais relacionado à física que nós não necessariamente sabíamos e que a AI identificou? Ela seria capaz de fazer mais descobertas sobre ciência?”. Questionamentos como esse feito por Wigley parecem cada vez mais comuns para quem trabalha com a inteligência artificial. E, se depender da NVIDIA, a inteligência artificial seguirá intrigando e surpreendendo com seus feitos.

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Redação
Tags: AIdestaqueinteligência artificial
9 anos ago

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