Não há mais dúvidas de que a computação em nuvem chegou para ficar. O conceito não precisa mais provar seu valor, mas bons exemplos nunca são demais. A Água de Cheiro, empresa de cosméticos com mais de 850 lojas em todo o Brasil, tem dois projetos bem-sucedidos envolvendo tecnologia. O primeiro deles versa sobre o site institucional, que não suportava a demanda, principalmente em épocas comerciais, como o Natal. O segundo era direcionado à solução de comunicação e colaboração, em especial o e-mail. A companhia mudou, há alguns anos, sua operação de Minais Gerais para São Paulo, vendo saltar a necessidade cada vez maior de mobilidade. Especialista em cloud computing, a Dedalus apresentou duas soluções que resolveram os problemas da empresa e ampliaram suas possibilidades. As tecnologias envolvidas? Amazon Web Services (AWS) e Google Apps for Business.
Veja os destaques da implementação que foram levantados por cliente, canal e fabricantes:
CLIENTE ? Cristiano Aender, gerente de TI da Água de Cheiro
Cristiano Aender, gerente de TI da Água de Cheiro, conta que não recebe um telefonema da área comercial há dois anos. Antes da migração para a AWS, em datas comemorativas ou de campanhas na televisão, o site recebia muitos acessos e ficava indisponível com frequência. A reclamação, explica, era constante, mas acabou. Com uma equipe jovem dentro de casa, o executivo afirma que foi fácil mudar para o Google Apps. Na época, foram migradas cerca de 200 contas de e-mail. ?Uma enquete que antes demorava para ser realizada, respondida e compilada, é feita rapidamente com os formulários. Imagina que antes tínhamos um Fusquinha e que hoje dirigimos uma Ferrari?, brinca. O investimento foi considerado de médio porte, uma vez que as soluções anteriores eram caseiras e praticamente sem gasto, mas a previsão é de que o valor se pague em três anos. ?Tivemos mais benefício do que custo?, conclui. Depois de duas migrações tranquilas e bem-sucedidas, a Dedalus é considerada uma importante parceira e projetos de aplicativos para dispositivos móveis, entre outros, já estão nos planos.
FABRICANTE ? Izabelle Macedo, Head de Marketing para pequenas e médias empresas na América Latina do Google
Head de marketing para pequenas e médias empresas na América Latina, Izabelle Macedo considera o trabalho feito por canais da marca como de extrema importância, uma vez que auxiliam na migração, dão suporte e treinamento aos clientes. ?Nossos parceiros são experientes, disponíveis, sabem avaliar se a solução é adequada à empresa e se ela está preparada para fazer uma migração facilmente. Eles são muito valiosos para nós?, afirma. Empresas com um perfil de trabalhadores jovens, como é o caso da Água de Cheiro, são beneficiadas pelo Google Apps for Business, uma vez que muitos dos funcionários já fazem uso de produtos da marca em sua vida pessoal, tornando simples a adoção das soluções no ambiente corporativo. Ao terceirizar serviços de e-mails, comunicação e colaboração, a empresa consegue tornar sua TI mais estratégica.
FABRICANTE ? José Nilo Cruz Martins, diretor de vendas da AWS para América Latina
Na opinião de José Nilo Cruz Martins, diretor de vendas da Amazon Web Services para América Latina, o caso da Água de Cheiro com a Dedalus é também resultado do trabalho feito pela empresa a partir de 2011, quando anunciou investimentos em infraestrutura no Brasil. Hoje, o País é um dos cinco locais fora dos Estados Unidos que possui data centers da multinacional. ?Ao invés de gastar milhões em infraestrutura, comprando máquinas, sistemas, bancos de dados, o cliente paga por hora para usar esses recursos nos nossos servidores?, explica. De acordo com Nilo, após a migração, o site da Água de Cheiro ganhou mais estabilidade, ficou mais rápido e, como resultado, o número de usuários aumentou em 20%. Com mais de 500 parceiros na América Latina, sendo quase 400 no Brasil, a AWS tem na Dedalus um exemplo: é a única empresa da região considerada Premier, o último estágio de um parceiro na marca, o que demonstra experiência e conhecimento da nuvem.
CANAL ? Maurício Fernandes, presidente da Dedalus
?Costumo dizer que o cliente migra para a nuvem não por amor, mas pela dor?, pondera Maurício Fernandes, presidente da Dedalus, para acrescentar: ?fazemos primeiro um serviço de pronto-socorro com o site, passada uma semana é que vamos trabalhar as necessidades e ajudar na redução de custos?. Segundo ele, foi assim com a Água de Cheiro. O executivo vê este trabalho como uma tendência na ágil vertical de varejo. Em sua opinião, os data centers brasileiros que estão no mercado há dez, 15 anos, enfrentam dificuldades em competir com a nuvem, pois não evoluem na mesma velocidade. Muitas de suas operações são manuais, enquanto na AWS, por exemplo, tudo é automatizado. A adoção do Google Apps for Business, diz, também foi positiva: além de trocar o e-mail por um que conversa melhor com os dispositivos móveis, o cliente pôde substituir vários softwares que representavam um custo de licenciamento pelas ferramentas de colaboração da gigante de buscas.
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