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“Ágil transformou o banco”, diz superintendente de Tech do Santander

Em plena era digital, é preciso repensar os atuais modelos de negócio para se alinhar às expectativas de um mercado povoado de consumidores transformados, hiperconectados e exigentes. É o que fez o banco Santander ao modernizar a atuação com a metodologia Ágil em sua estratégia de operação.

A grande virada teve início em 2016 com a adoção da prática Ágil, focada inicialmente em Mobile Banking e Internet Banking, de acordo com Flávio Marietto, superintendente de Tecnologia do Banco Santander. “Agora, a possibilidade de acertar é muito maior do que a de errar, considerando pontos vitais como transparência e comunicação direta, sem barreiras.”

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Hoje, a TI não é mais vista como lenta, cara e sem qualidade, relata Marietto. “O Ágil revolucionou o ambiente de TI porque é uma prática iterativa, com foco no tempo, que permite fatiar a entrega em partes menores, agilizando o processo e proporcionando a identificação de falhas mais rapidamente e a sua resolução na mesma velocidade. Hoje, em até 45 dias entregamos valor ao nosso cliente.”

Outro benefício da modernização veio com o design thinking, que derrubou os silos de informação que existiam no Santander. “Era preciso estar muito próximo das áreas de negócio, porque elas têm grandes insights, capazes de ajudar na construção de estratégias mais assertivas, agilizar tomadas de decisão e inspirar a criação de produtos e serviços diferenciados.”

O design thinking ajudou na imersão e no entendimento de parâmetros e padrões essenciais para criar projetos de melhor qualidade. O foco na experiência do consumidor ou público-alvo aprimorou a busca por respostas, prioritariamente por meio do trabalho colaborativo entre equipes multifuncionais.

União de habilidades e competências

Hoje, o Santander possui 161 grupos multidiscilinares, reunindo 1.440 profissionais, de diferentes habilidades, competência e gerações, integrando representantes de variadas áreas de negócios.

Esse desenho tirou as pessoas dos seus silos funcionais e as colocou em equipes multidisciplinares autogerenciáveis, focadas no cliente, com capacidade de se adaptarem rapidamente às mudanças de cenário.

Assim, com a interação de TI e Negócios, o caminho entre a ideia e a sua implementação foi encurtado. “Muito se perdia quando não havia essa sintonia, a informação não chegava de forma adequada. O ágil resolveu isso, criando uma cultura de colaboração. O objetivo é quebrar silos”, ensina.

Um valor agregado importante na formação desses grupos, segundo Marietto, é o fato de que agora o erro não é mais uma cruz individual, pois tudo é feito em colaboração, não há um único responsável. I”sso é muito saudável para a harmonia e integração do grupo.”

Layout-chave

O layou do ambiente favorece e amplia a interação desses grupos. “Temos um ambiente colaborativo, inspirado nos modelos do Google e da Amazon. As paredes não existem. O executivo senta-se à mesma mesa. É uma arquitetura que aposta nos talentos e os retém, em especial os Millennials, comunicação sem burocracia, ‘cara a cara’”, descreve Marietto.

Uma outra ação importante na formação dessa TI 4.0 foi a criação do “Ágil coach”. Nessa função, os profissionais são responsáveis por disseminar a cultura do Ágil internamente. E além do apoio vital do board nessa jornada, eles contam ainda com a atuação da Academia Santander, realizando treinamentos específicos para o Ágil, com o objetivo de preparar o time para o novo modelo, reciclando profissionais.

Fato é que a cultura do Ágil trouxe uma nova forma de trabalhar no Santander, com muita energia e vontade de atingir os objetivos. “Hoje, temos mais satisfação no trabalho e posso garantir que nos divertimos todos os dias na busca por soluções que tornem o banco mais competitivo e os nossos clientes donos da melhor experiência. Fruto do novo ambiente de integração, transparência e colaboração”, diz o superintendente de Tecnologia do banco . E finaliza: “Adopt and Adapt”.

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Redação
Tags: design thinkinggrupos multidisciplinaresmetodologia ágilSantander
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