Acorde, mas não entre em pânico, diz analista após caso AWS

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Na última terça-feira (28/02), diversos serviços on-line sofreram interrupções temporárias, entre eles Pinterest, Airbnb, Netflix, Slack e Spotify. A causa foi uma falha no serviço de armazenamento S3 da Amazon Web Services (AWS) – utilizado por quase 150 mil websites – em determinada região (EUA Oriental).

Diante de um caso envolvendo uma empresa com ótima reputação e histórico em serviços de cloud, a falha trouxe à tona discussões sobre o desempenho de um serviço em nuvem. Dave Bartoletti, analista da Forrester especializado em Infraestrutura & Operações, fez uma análise sobre diversos pontos cruciais do caso e, sobretudo, buscou tranquilizar os usuários. “Sim, a nuvem ainda é segura”, afirmou em seu blog.

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Ele resume sua posição como: “Acorde, mas não entre em pânico. As principais plataformas de provedores de nuvem pública são incrivelmente confiáveis, mas todas têm falhas. Esta foi uma dessas, amplamente sentida, e era importante – mas não muda nada sobre a viabilidade ou as perspectivas futuras de nuvem pública.”

Embora a causa ainda não tenha sido divulgada, Bartoletti destacou alguns aspectos da nuvem voltada aos negócios que todas as empresas devem entender. Confira:

– Pausas tecnológicas – acostume-se a isso
Nenhuma plataforma de tecnologia é à prova de balas. Os serviços em nuvem chegam perto porque empregam redundância em seus serviços, mas eles também falham. O objetivo de disponibilidade de 99,99% significa que se espera pelo menos uma hora por ano de falha.

– A AWS continua sendo um exemplo confiável
A AWS continua entre as empresas mais inovadoras do mundo da tecnologia. Seus data centers, hardware, software, segurança e filosofia geral são sólidos. Com vários trilhões de objetos de dados sob gerenciamento, o histórico do S3 é notável.

– Outros serviços em nuvem são igualmente vulneráveis
Não corra para os braços de Microsoft, Google ou IBM, apenas com base neste evento. Isso não é uma resposta racional. É certamente racional explorar as ofertas de armazenamento de objetos nos concorrentes da AWS, isso nós incentivamos. Na verdade, outros serviços em nuvem também falham e serão notícia. Como a AWS comanda uma parcela tão grande do mercado, ela tende a tomar proporções maiores.

– A confiabilidade está em SUAS mãos, não nas de seus fornecedores
O ponto é que seus provedores – independentemente de quem eles são – não são responsáveis ​​por seu negócio ou sua estratégia de armazenamento. Você é! Como qualquer tecnologia, você deve escolher os materiais de nuvem que você usa, projetar aplicativos sólidos em torno deles, montá-los e manter a montagem. A montagem é onde você atinge a verdadeira resistência e como você entrega confiabilidade para seus clientes.

– As estreitas dependências são frágeis
Um dos principais princípios do bom projeto de sistemas é reduzir as dependências rígidas. Crie seu código para se adaptar a tal falha, e seu código será menos propenso a falhas.

– Erro humano é o seu maior inimigo
Nós ainda não sabemos exatamente porque o S3 falhou, mas as maiores chances são de um erro de software ou erro humano. A maioria das falhas de tecnologia são o resultado de pessoas inteligentes fazendo coisas infelizes. Cada provedor de nuvem pública emprega uma quantidade extrema de automação para eliminar o erro humano, mas, como os serviços de armazenamento, essa automação não é infalível.

– A nuvem não é a fronteira indomada
Muitos críticos da nuvem já se precipitaram sobre esse caso como reivindicação de suas posições anti-nuvem. Nós respeitosamente discordamos. Negócios significativos já estão em produção em nuvem pública porque esses serviços continuam ficando melhores, mais rápidos, mais amplos e, sim, mais seguros. E o valor continua se expandindo, comprovado pelo rápido crescimento dos gastos com serviços em nuvem.

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