Nos negócios, a tecnologia que muda o jogo pode mudá-lo completamente a ponto de você participar de um esporte totalmente diferente
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Nos últimos anos, o termo “mudar o jogo” tem
sido tão usado que já virou banal e perdeu muito de seu impacto inicial.
O teste decisivo para esse adjetivo muito usado é,
obviamente, se a tecnologia em questão realmente muda o “jogo” real
de maneira significativa (ou até mesmo disruptiva) — se é um processo ou
modelo de negócios comum ou até mesmo se é, literalmente, um evento esportivo.
Assistindo com entusiasmo aos jogos da Copa do Mundo nas
últimas semanas (meus três times – Inglaterra, Colômbia e E.U.A. tiveram muita
sorte), notei como a tecnologia, ou a falta dela, ainda pode mudar o jogo para
melhor ou para pior.
Além de transmitir eventos esportivos em nossos
dispositivos conectados à Internet (na maioria das vezes), a tecnologia fornece
análises esportivas <http://blogs.computerworld.com/mac-os-x/24071/apples-world-cup-soccer-story-hints-iwatch>
para técnicos e treinadores, controla as estatísticas e as atividades, como a
distância total percorrida por nossos jogadores favoritos durante o jogo, e tem
um impacto direto no resultado final de muitos desses eventos.
Vamos pensar na tecnologia da linha de gol <http://www.fifa.com/worldcup/news/y=2014/m=4/news=goal-line-technology-set-ahead-fifa-world-cup-2311481.html>
introduzida em 2014 na Copa do Mundo FIFA.
Essa tecnologia utiliza “14 câmeras de alta velocidade localizadas ao
redor do campo, com sete câmeras que focalizam cada uma das pequenas áreas. A
posição da bola é capturada em 3D de maneira contínua e automática, e a
indicação se um gol foi ou não marcado é imediatamente confirmada dentro de um
segundo em um relógio usado por cada um dos árbitros da partida”, de
acordo com a FIFA.
Se esse tipo de tecnologia tivesse sido utilizado (estava
disponível, mas não foi usado) há quatro anos, talvez haveria uma mudança no
resultado da partida entre Inglaterra e Alemanha na rodada da etapa 16 do
campeonato (um dos chutes da Inglaterra bateu na trave, cruzou a linha de gol e
depois saiu).
Certamente, a tecnologia pode auxiliar em decisões
cruciais que podem estar sujeitas a erros humanos, e a recente tecnologia da
linha de gol da Copa do Mundo e a tecnologia Hawk-Eye<http://www.si.com/tennis/2013/08/26/tennis-innovations-hawk-eye>
de replay instantâneo introduzida em grandes torneios de tênis em 2006 são
apenas dois exemplos.
A pergunta que surge é: até que ponto é possível
desfrutar desse uso de tecnologia em termos de auxiliar em decisões de
arbitragem por meio de revisão eletrônica? Uma das questões é que, assim que se
resolve o problema para a maioria dos aspectos cruciais para a tomada de
decisões do esporte, como a linha de gol no futebol, você observa ainda mais a
natureza propensa a erros da próxima decisão crucial (ainda não solucionada).
Na Copa do Mundo de 2014, por exemplo, as decisões de impedimento habilitadas
pela tecnologia teriam mudado o resultado da partida entre Brasil e Colômbia,
em que o gol da Colômbia foi anulado porque estava impedido?
Até que ponto essa tecnologia deve ser usada no futebol,
por exemplo?
* Para a tecnologia da linha de gol: Com
certeza
* Para decisões de pênalti: Na maioria das
vezes
* Para situações de cartão vermelho ou
impedimento em que há o envolvimento de gol: Talvez
* Para cartões amarelos, faltas, escanteios e
decisões de tiro de meta: Provavelmente seria uma catástrofe
Em geral, desejamos que a tecnologia ajude a aprimorar o
jogo, tornando-o mais justo e menos propenso a erros humanos, sem interromper a
continuidade, a fluência e a experiência do jogo em si. A tecnologia da linha
de gol no futebol e o sistema Hawk-Eye no tênis obtiveram sucesso porque são
rápidos e altamente precisos e, portanto, minimamente disruptivos à experiência
geral de assistir a um jogo ou participar de um. Por esses motivos, essas
tecnologias foram rapidamente adotadas por todas as partes — árbitros,
jogadores e espectadores.
A lição para futuros “motivadores de mudanças de
jogo” na área dos negócios é que é preciso manter-se direcionado para as
áreas mais essenciais em que realmente seja possível mudar o jogo (ou seja, o
resultado), em termos do processo ou modelo de negócios, criando uma proposta
de valor mais atrativa para seu público. Velocidade e precisão também são
alguns dos itens principais para a aceitação em geral.
Outra coisa que se pode fazer no mundo dos negócios,
diferente do mundo dos esportes, é mudar totalmente a experiência do usuário
final. Nos esportes, a tecnologia que muda o jogo melhorará o resultado do
mesmo jogo para ajudar a tomar decisões melhores. No entanto, nos negócios, a
tecnologia que muda o jogo pode mudá-lo completamente a ponto de você
participar de um esporte totalmente diferente.
(*) Nicholas D. Evans lidera o Programa Estratégico de Inovação da Unisys
Redação
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