ArcelorMittal firma parceria de R$ 3,6 mi com startup de manutenção preditiva

Tecnologia da 2Neuron será usada na unidade de Pecém (CE) para monitorar ativos a partir de motores elétricos

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ArcelorMittal, 2Neuron
Yves Luduvico Coelho e Gabriel Coimbra Carvalho, cofundadores da 2Neuron. Foto: Divulgação

A gigante do aço ArcelorMittal e a startup capixaba 2Neuron, especializada em manutenção preditiva com uso de IA, anunciaram recentemente um contrato de R$ 3,6 milhões que prevê o uso da tecnologia Ultronline na planta industrial de Pecém, no Ceará. A solução promete monitorar ativos industriais a partir de sinais elétricos já existentes na infraestrutura, sem intervenções físicas ou cabeamento extra.

O objetivo é aumentar a confiabilidade da operação e reduzir desperdícios, além de melhorar a eficiência energética.

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“O projeto em Pecém é uma referência importante para a expansão global do modelo de monitoramento sem sensores. Nosso objetivo é apoiar a ArcelorMittal na construção de operações mais resilientes, eficientes e sustentáveis,” diz Gabriel Coimbra, CEO da 2Neuron.

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Na prática, o Ultronline é um equipamento “do tamanho de um smartphone” instalado no painel elétrico da planta industrial. O equipamento captura os sinais elétricos do motor e utiliza algoritmos para interpretar o comportamento das máquinas. A tecnologia prevê falhas mecânicas “com semanas de antecedência”, diz a empresa.

Fundada em 2021 em Vitória (ES), a 2Neuron foi criada por dois amigos de infância – Yves Luduvico Coelho, doutor em engenharia elétrica, e Gabriel Coimbra Carvalho, engenheiro mecânico.

A promessa da startup é fazer isso sem instalação de sensores adicionais nos equipamentos, com possiblidade de detectar falhas mecânicas e elétricas antes que ocorram, além de fazer a supervisão dos equipamentos críticos e, no fim das contas, reduzir perdas e paradas não programadas.

A 2Neuron projeta que a unidade de Pecém obtenha retorno sobre o investimento (ROI) entre 14 e 30 vezes o valor aplicado, considerando mitigação de falhas graves, aumento de disponibilidade dos ativos e ganhos em eficiência energética.

A solução da startup também foi adotada recentemente pela Sabesp para monitorar bombas de esgoto em 62 estações elevatórias de 31 municípios, incluindo a capital paulista.

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