?Não desonerou, apenas trocou a base?, disse Gérson Schmitt, presidente da Abes

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?Não desonerou, apenas trocou a base?, disse Gérson Schmitt, presidente da Abes

Após a assinatura do Brasil Maior, que concedeu benefícios a alguns setores ? entre eles o de software -, o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) afirmou que ainda falta o estreitamento de relacionamento entre o Governo brasileiro e as instituições de classe. ?As associações como a Abes e Assespro ? além de muitas outras ? já estão com o discurso alinhado em prol de buscar melhorias para o setor de tecnologia brasileiro. Espero que para o próximo ano nós tenhamos mais comprometimento do Governo para estreitar o relacionamento, pois seria o essencial para todos?, afirmou Gérson.

O presidente da Abes afirmou, assim como Jorge Sukarie em recente entrevista à CRN Online, ?que o plano apresentado pelo Governo é extremamente positivo para o setor e representa uma vitória para o avanço econômico da classe no País, mas que ainda é necessária a regulamentação do artigo 7º da MP 540 para que seja aplicado apenas nas empresas de mão-de-obra intensiva (que desenvolvem software ou prestam serviços na área de TI), excluindo empresas da cadeia de valor que realizam apenas processos de comercialização, distribuição ou operações como processamento de dados?. Segundo Gérson, essas companhias que devem ser excluídas do artigo teriam ?relevante ônus fiscal? sobre o faturamento bruto. ?Temos que encontrar um ponto de equilíbrio para todos?, complementou.

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O executivo frisou que o Governo pontua de forma equivocada a ?desoneração? do setor. ?Houve, na verdade, uma troca base de tributação, e não uma desoneração. Quem desonera, tira custos e gastos?, explica.

Ainda de acordo com Gérson, o Governo não deve atentar-se apenas à proteção das companhias nacionais, pois há muita margem para crescimento do mercado brasileiro. ?Mais que proteger, devemos estimular a produção e comercialização do produto nacional, para que ganhemos representatividade em todos os mercados em que nossas companhias atuam. Vamos atrás de incentivos, visando a ampliação do portfólio de produção e desenvolvimento interno?, afirmou.

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