Empresas investem mais em segurança depois dos super vírus

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Empresas investem mais em segurança depois dos super vírus

Citando pesquisas realizadas em ambientes corporativos diversos, Scheidt afirma que no universo de ataques a redes de empresas apenas 30% são evitados por firewalls. “Os outros 70% são ataques internos, realizados por funcionários insatisfeitos, profissionais demitidos ou mesmo alguns pagos para executar este tipo de coisa”, afirma.

Para passar a atuar também nessa frente, a Enterasys adquiriu há cerca de um ano a empresa Wyzard Security, que desenvolvia dispositivos de segurança para órgãos do governo americano como CIA e FBI. “A partir de então desenvolvemos uma arquitetura que chamamos de Secure Harbor, ou porto seguro. Este é um conceito que queremos difundir a ponto do cliente quando for adquirir algum produto questione: ele é assegurado pelo Secure Harbor?”, explica o executivo. E acrescenta que a partir daí toda a linha da Enterasys passou a aceitar dispositivos de segurança.

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Um dos primeiros dispositivos da empresa nesta área é o IDS Intrusor Detectation. O sistema possui uma biblioteca com dois mil tipos de vírus e ataques registrados, base esta que é atualizada diariamente, e ao detectar algum tipo de ataque ele avisa ao switch bloqueando a porta que está sendo invadida e se comunica diretamente também com o gerente de rede.

De acordo com Scheidt, depois dos ataques de vírus como o Code Red e o Love, que derrubaram redes extremamente parrudas, as empresas passaram a viver uma corrida atrás de segurança chegando a transferir verbas de outras áreas para o setor. Ele afirma que os orçamentos de segurança para o próximo ano com certeza estarão bem maiores e essa alta deve permanecer pelo período de dois anos, quando o segmento deverá atingir uma estabilidade. Com base nestes dados a Enterasys acredita que a atual divisão do faturamento, hoje baseada na proporção 95% networking e 5% segurança, passe por uma alteração significativa passando a área desegurança a representar entre 20% e 25%.

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