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O que chama a atenção na trajetória da Dotz é a estratégia inusitada. Suas operações tiveram início na Web em 2000, momento de crise do mercado das pontocoms, com investimento de R$ 15 milhões. “Começamos pela internet para criar a moeda Dotz, sem fazer grandes investimentos offline. Mas nossa idéia nunca foi atuar apenas no meio virtual”, afirma Chade.
E assim, como outras sobreviventes do universo digital, a empresa partiu para o mundo físico. Hoje, 60% da atuação da Dotz vem fora da rede, situação bem diferente do início, quando 90% dos negócios estavam voltadas para a internet. “O objetivo era consolidar o modelo de premiação, que hoje é distribuído em quatro linhas segmentadas: mercado consumidor, corporativo, programas de incentivo para canais de distribuição, e funcionários”, explica.
A moeda Dotz funciona como programa de fidelização, com pontuação. Segundo Chade, a previsão para este ano é que um bilhão de Dotz sejam comercializados. De 2000 a 2002 foram distribuídos cerca de 800 milhões de bônus, em aproximadamente 8 milhões de transações, enquanto o programa de fidelidade possui em torno de 1,9 milhão de participantes.
“Agora que atingimos o equilíbrio vamos trabalhar para consolidar, cada vez mais, a plataforma nos quatro segmentos, com a ampliação dos programas que gerenciamos. Além disso, pretendemos aperfeiçoar a base de dados que conta com informações sobre os hábitos de consumo dos clientes”, prevê o executivo.
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