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O grupo finlandês espera que haja crescimento acentuado no número de usuários de telefonia móvel na região Ásia-Pacífico, mas a feroz competição de preços limitará o aumento da receita por lá durante os próximos anos, disse Simon Beresford-Wylie, diretor da divisão de redes do grupo à Reuters. “De 2006 a 2008, na região Ásia-Pacífico, antecipamos que o mercado ficará entre a estagnação e um ligeiro crescimento”, afirmou durante apresentação a investidores indianos. “Embora o crescimento no número de assinaturas deva ser elevado, a erosão de preços servirá para compensar essa tendência, na prática”, disse.
No segundo trimestre deste ano, a Nokia anunciou que tinha fatia de 32% no mercado de celulares chinês, e de 30% na região Ásia-Pacífico como um todo. No final do ano passado, havia cerca de 400 milhões de assinantes de telefonia móvel na China.
Beresford-Wylie disse que a Nokia espera que três e possivelmente quatro licenças de telefonia móvel de terceira geração (3G) sejam concedidas na China, provavelmente no primeiro semestre de 2006. A construção das novas redes deve começar “de maneira significativa e concreta” no segundo semestre.
O grupo de pesquisa Gartner informou quinta-feira que o mercado mundial de celulares está a caminho de confirmar um crescimento de 16 por cento este ano, para 780 milhões de unidades, depois que o setor vendeu 190,5 milhões de aparelhos aos consumidores no segundo trimestre.
A Nokia espera que o número mundial de assinantes de telefonia móvel ultrapasse a marca dos 2 bilhões no quarto trimestre e que atinja os 3 bilhões até 2010. A maior parte do crescimento deve vir da China e da Índia, bem como do Brasil e da Rússia.
Além de considerar a Índia como grande mercado, a Nokia anunciou também que abrirá um centro mundial de operação de redes móveis no país, antes do final do ano. A empresa já tem um centro de pesquisa e desenvolvimento no país e está construindo uma fábrica na cidade portuária de Chennai.
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