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A Infiniti Red Bull Racing é nova. Estreou na Fórmula 1 em 2005 e, desde então, tem trilhado um caminho de sucesso. Já foram 100 pódios, 55 pole positions, 45 vitórias e quatro títulos mundiais de piloto e de construtores. Muito dessa eficiência – sem desmerecer, obviamente, o talento de um piloto como Sebastian Vettel – está ligada à infraestrutura de TI, que provê análise em tempo real, um ambiente de testes avançados e aplicações para todas as atividades importantes, como o design dos carros. Mas com o campeonato garantido por antecipação, a equipe já mira 2014, ano que trará surpresas pelas novidades no regulamento da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
Entre as mudanças estabelecidas, por exemplo, as escuderias precisarão desenvolver novos carros para um motor turbo menor e mais eficiente V6, híbrido de 1.6 litros. Apenas essa alteração muda praticamente todos os aspectos do projeto dos carros. “Teremos que olhar e trabalhar forte na fábrica, ampliar a rede (de telecom) na sede e no túnel de vento. Teremos novidades na aerodinâmica e a forma com que o carro será desenhado pedirá muitos testes e analisaremos tudo o que acontecer”, afirmou Alan Peasland, líder de parcerias técnicas da Rede Bull Technology, em entrevista durante visita da reportagem ao Circuito de Interlagos. “É uma grande oportunidade, mas um período de grande pressão. Todos os times terão os mesmos desafios. A forma como encaramos a corrida não muda, os parceiros são os mesmos, então, é se adequar; mas acho que nos adaptaremos rapidamente.”
O otimismo vem também do lado dos parceiros. Peasland, que é engenheiro de design por formação e está há sete anos na escuderia, informou que administra 16 parceiros, sendo boa parte deles da área de TIC, como é o caso da AT&T, provedor de telecom norte-americano, com quem a equipe ampliou os termos de parceria para 2014. Entre as novidades do contrato está a ampliação da velocidade da rede em duas vezes e meia quando comparado com o serviço oferecido em 2013. A ideia é que isso traga uma integração ainda maior entre quatro pontos estratégicos para a Red Bull: a sede, em Milton Keynes, no Reino Unido, a fábrica do motor Renault, em Viry, na França, a instalação onde fica o túnel de vento, em Bedford, também no Reino Unido, e o box em cada um dos 20 circuitos.
Como parceiro único na área de telecom, a AT&T trabalha com SLA agressivo e sofre praticamente a mesma pressão que toda a equipe sente durante uma corrida. E não é para menos. A estrutura de rede temporária que eles montam em cada circuito é responsável pelo tráfego de dados em tempo real entre os pontos citados, pela comunicação via rádio entre os integrantes da equipe e até pelos softwares que são acessados via thin clients, como a aplicação para design 3D. E informação é o que não falta na Red Bull: cada carro carrega 100 sensores que medem mais de mil parâmetros e durante um final de semana de corrida são transferidos 100 Gigabytes de dados entre o circuito e a fábrica no Reino Unido.
Para dar conta do recado, a equipe da AT&T chega antes de todo o time da Red Bull para montar a estrutura de rede e fazer todos os testes necessários para que tudo aconteça sem erros. “Temos que prover uma rede segura, robusta, confiante e com velocidade adequada. Em alguns mercados, trabalhamos com parceiros para entrega dos serviços. A dinâmica desse esporte nos desafia e aprendemos muito, como a velocidade de entrega. Em outras verticais isso é diferente”, comentou Pia Jensen, diretora de estratégia global e eventos e representante da AT&T. “Aplicar os serviços corporativos para a F1 nao é fácil, e essa (parceria com a Red Bull) é uma forma de inovar. Agora, estamos trabalhando para entender o que temos em termos de solução para ajudar nessa dinâmica do esporte para mantê-los competitivos (em 2014).”
Os desafios estão postos à mesa para todos. Como frisa Peasland, o desempenho e a confiança que se exigem dos carros, também são exigidos dos parceiros. “Nós temos uma cultura muito criativa não apenas no desenvolvimento do carro, que recebe modificações a cada corrida – em 2012 foram feitas 30 mil mudanças. A forma que medimos e analisamos o carro continuamente acontece por meio de nossos parceiros. Estamos sempre indo além. Em um ambiente como a F1, você precisa inovar e ter habilidade para novas ideias se quiser se manter competitivo.”
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