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Que existe uma gigantesca demanda de mercado cobrando maior mobilidade dentro das corporações, todos nós já sabemos. Nos últimos três anos, esse tem sido o tema de maio repercussão dentro das companhias, tendo em vista movimentos como a consumerização. Mas como fazer essa caminhada para a organização móvel e conectada é o grande xis da questão.
Willian Luís Domingues, CIO da Supricel, uma holding que congrega restaurantes, logística, construção e combustível. No caso, vamos falar da área de logística A companhia implementou um modelo de mobilidade que entregou smartphones nas mãos dos motoristas com uma aplicação que faz o acompanhamento da frota, análise de tráfego, e o motorista pode, inclusive, tirar fotos de peças que deram defeito no meio da estrada e enviar para a Supricel, para que seja providenciado a compra da peça e acione a manutenção do veículo. ?Vimos que tínhamos maturidade para entregar algo do gênero, investimos muito tempo desenvolvendo a plataforma e hoje esse é um grande diferencial da companhia?, avalia o CIO.
Mas até chegar nos sorrisos de orelha a orelha, houve muita choradeira, brinca o líder de TI da Supricel, que compartilhou alguns passos que considera fundamental para desenvolver e implementar um projeto de mobilidade. Todas elas tangem do autoconhecimento da empresa até a avaliação dos processos da companhia. Vamos lá:
1. Analise sua maturidade: por mais que seja uma tendência de mercado fortíssima e uma cobrança grande por parte dos usuários, adotar mobilidade por modismo não é benéfico para a organização, ressalta o executivo.
Estabeleça uma comunicação estruturada com a área de finanças, para entender o investimento e o que eles esperam de retorno e como veem a movimentação em ternos de negócios, acerte com o RH os controles de horários, por exemplo, do acesso à VPN da empresa, e também cobre que mobilidade entre no contrato do profissional que fará usufruto da plataforma e aplicação, conheça todas as possibilidades de seu fornecedor (no caso da Supricel, a Artech atendeu a todas as necessidades) e considere uma infraestrutura mais elástica, como cloud computing.
2. Foco na criação e desenvolvimento: pensar em mobilidade não é somente sobre qual plataforma rodar (iOS, Android, BlackBerry, Windows Phone), mas também é sentar com um design gráfico para pensar na identidade da empresa na aplicação, conversar com o desenvolvedor sobre como transformar a interface o mais simples e intuitiva possível, ver com as áreas quais são as funcionalidades essenciais dentro da app. ?Invista muito do seu tempo no desenvolvimento e criação da aplicação. Faça e refaça quantas vezes for preciso, pois, uma vez que a app estiver rodando, é mais complicado liberar atualizações drásticas na plataforma?, aconselha Domingues. ?Arquitetura móvel não é web. Não é mais demorado, mas sim mais elaborado.?
3. Acelere a estratégia digital: um movimento de mobilidade envolve muito mais que aplicações e dispositivos, mas também uma mudança cultural em prol das alterações que serão causadas na forma de trabalhar dos colaboradores. Dessa forma, alerta o executivo, é melhor acelerar a migração da estratégia corporativa para o mundo digital, envolvendo mais que somente aplicações, mas também outras áreas, como mídias sociais, plataformas de colaboração etc.
4. Cruze fronteiras: ?Esse é o maior desafio da TI?, pontua o CIO, pois se trata de sair do departamento de tecnologia e se relacionar com outras áreas, ouvir outras ideias e enxergar outros pontos de vista das áreas envolvidas no projeto.
5. Mostre, não conte: não criar expectativas entre os usuários é essencial para o sucesso dos planos de mobilidade corporativa, principalmente quando se trata de novas aplicações ou aparelhos. ?Desenvolva o projeto com as pessoas chave da empresa, mas só apresente ao funcionário quando tudo já estiver pronto para rodar, equipamentos, apps e tudo mais?, diz.
6. Olhe com os olhos do cliente: em seu plano de desenvolver uma aplicação para a área de logística, a Supricel teve que criar a app com os olhos dos motoristas dos caminhões de entrega. ?Fizemos pesquisas para saber quantos deles tinham familiaridade com internet, plataformas móveis ou ao menos tinham interesse em entender melhor como funcionaria um trabalho que envolveria smartphones e aplicações?, lembra o CIO. ?Criamos a interface que seria usada por eles levando em consideração esses pontos, e o retorno foi muito bom?. Dessa forma, o que te parece óbvio como TI, pode não ser como marketing, e vice-versa.
Redação
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