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A Bolsa de Valores de São Paulo, hoje conhecida pela sigla BM&F Bovespa, em virtude da fusão ocorrida com a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), tem investido muito em sua TI. Por lá, sabe-se que, sem os complexos sistemas, as transações financeiras não são possíveis. Assim, alguns desafios estão na mesa do CIO Luis Furtado, entre eles a consolidação do data center (DC) e o desenvolvimento de uma nova plataforma de negociação de papeis.
Furtado, ex-Sul América Seguros, falou sobre esses pontos durante um painel no Ciab 2011, nesta quinta-feira (16/06), onde CIOs compartilharam suas experiências e problemas com o público da área financeira. Embora esteja na Bolsa há apenas dois meses, o executivo demonstrou estar empenhado em tornar esses projetos realidade, apesar de estar num processo de aprendizagem de convivência com esse novo ambiente.
?Achei que fosse ser fácil, que lidaria com apenas um produto, mas é totalmente diferente?, comenta o CIO. Um de seus grandes projetos é o desenvolvimento de uma plataforma única de transações que unificará dois mundos da Bolsa: o dos derivativos e o dos variáveis. Embora a fusão do negócio tenha ocorrido, sistemas diferentes são usados para as negociações de papeis. E esse novo software, que substituirá o GTS, está sendo criado em parceria com a Bolsa de Chicago. ?É uma experiência muito nova. (O maior desafio) ainda é a fusão de duas bolsas, BM&F e Bovespa, tenho dois mundos e queremos integrar isso, seremos uma bolsa meio única no mundo.?
Ao que tudo indica, a empresa não tem medido esforços e não tem negado investimentos para ter essa evolução tecnológica que culminará em uma nova plataforma. Hoje, como frisa Furtado, embora tecnologia não seja o core do negócio, 55% dos funcionários da bolsa são da área de TI, mas isso traz muitas cobranças, sobretudo, de eficiência operacional. Mas há uma explicação para um time dessa proporção, além de prestar serviço para todo o ecossistema, o negociar da bolsa requer mais que tempo real, a medição de tempo é em microssegundo. Disponibilidade e tempo de resposta são obrigações e, com o novo sistema em criação, o CIO acredita que a resposta virá em um microssegundo.
Ao menos outros dois grandes projetos estão na pauta. Um deles consiste em criar um mecanismo para que investidores de outros países possam comprar papeis na bolsa em moeda local. Por exemplo, um coreano investiria na Vale, comprando ações em Seul e pagando com dinheiro daquele país. ?Isso envolve operação complexa por conta de cotação de câmbio. Queremos ser pólo internacional, queremos que a economia cresça, mas entendemos que há oportunidades fora?, pontua.
Além disso, Furtado afirma que há um processo para trocar o data center. Hoje, a BM&F Bovespa contra com quatro plantas e isso se converterá em uma até o final de 2012, com uma nova infraestrutura em construção em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo. O início da operação está previsto para o começo de 2013.
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