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Chega de siglas, acrônimos, códigos, etc. Haveria muito a explorar
tecnicamente, mas eu tive a possibilidade de resolver alguns problemas
interessantes em meu ambiente de escritório doméstico que quero compartilhar
com os leitores. Foram situações bastante comuns pelas quais eu passei e que na
forma de “caso” quero contar.
Como muitas pessoas uso intensivamente meu notebook e diariamente o levo comigo
em reuniões de trabalho. No escritório disponho de conexão via cabo Ethernet,
que é e sempre será a solução mais rápida e também muito confiável. Será mesmo?
Certamente que sim, MAS (sempre tem um MAS), o tira-e-põe do cabo todos os dias
invariavelmente leva um dia a problemas de conexão, mau contato. Já troquei
vários cabos!!
A DLINK me forneceu para testes o roteador DIR-868L, um de seus modelos que
trabalha neste novo padrão “ac”. De imediato chama a atenção seu design
diferenciado que em nada lembra outros roteadores WiFi da empresa bem como de
outros fabricantes quebrando alguns paradigmas de aparência e viabilizando
deixá-lo em cima de algum móvel ou mesa sem agredir a estética do local. A
expectativa era muito grande, afinal ter uma velocidade nominal de até 1300
Mbps, superando a velocidade de conexão cabeada Ethernet de 1 Gbps é algo
realmente notável, isso tudo com uma prometida estabilidade e bom
alcance.Testemos…
Porém logo percebi que este roteador não é capaz de realizar o “seu milagre”
sozinho. De que adianta tê-lo instalado em minha casa ou meu escritório se o
meu notebook tem uma conexão Wireless (interna) no padrão 802.11n (até 300
Mbps)? Por isso o acompanhou para este teste um adaptador USB, o DWA-182 que é
exatamente o “par” para poder se conectar no DIR-868L e operar com o máximo
desempenho do padrão “ac”. Mas um alerta se faz necessário, muito importante! O
adaptador USB precisa ser instalado em uma porta USB 3.0 do notebook (ou mesmo
do desktop) por um motivo óbvio. A conexão USB 2.0 não tem sequer a metade da
velocidade necessária para obter a máxima performance do conjunto!!
Importante, hoje em dia ter em casa ou no escritório links de Internet de
velocidades 30, 50, 60 ou até mesmo 100 M não é mais algo incomum. Porém se o
notebook ou computador desktop que se conecta via WiFi no roteador da casa não
tem desempenho a altura, fica evidente que ele não vai conseguir usufruir de
velocidades maiores de download, acesso mais ágil às páginas e mesmo acesso ágil
à rede local (arquivos na própria rede). Isso provou para mim o quanto é
importante ter largura de banda, ou seja, sobra de capacidade para tráfego de
informações na rede!!
Mas medida de velocidade de Internet ainda não é tudo. A situação mais comum no
dia a dia é acesso a arquivos pela rede. Seja no pequeno escritório, seja na
residência, afinal soluções para compartilhamento de arquivos na rede (NAS –
HDs de rede) estão cada dia mais populares. Já vi de perto profissionais que em
seus escritórios morriam de tédio enquanto esperavam carregar arquivos nem tão
grandes assim por conta do desempenho do WiFi.
Isso me fez aferir velocidades de cópias de arquivos em diversas situações e
diversos cenários. Poderia ter usado sofisticados softwares que realizam estas
medidas variando tamanho de arquivos, diferentes blocos, forçando acessos
simultâneos, etc. Mas preferi fazer estes testes da maneira mais simples
possível, de uma forma que o leitor poderá reproduzir ele mesmo em sua rede
WiFI, com seu computador e assim comparar com os cenários que eu obtive. Foram
avaliados 6 cenários diferentes copiando um arquivo de 1.3 GB da minha rede
para meu notebook:
Os resultados podem ser vistos na figura abaixo.
Há algumas combinações no meio do caminho. Mas no outro extremo eu tenho uma
taxa de transferência de 5 MB/s que é obtida pelo meu adaptador interno do
notebook acessando um roteador de outro fabricante, todos operando no padrão
“n”. Sendo realista, excetuando acesso a
arquivos realmente grandes, uma apresentação ou uma imagem de 100 MB, por
exemplo, que seria carregada em 20 segundos, o nível “básico” de desempenho (5
MB/s) parece até razoável. Porém quando você usa o WiFi “ac” e este mesmo
arquivo leva apenas 2.5 segundos, frente aos 20 segundos da solução mais
simples, isso se torna um CAMINHO SEM VOLTA! Não dá mais para usar a rede
“normal”!!
Diferente do meu ambiente de testes, mais “controlado”, já fiz este teste de
cópias em outros locais e mesmo usando tecnologia “n” obtive taxas de
transferência que oscilavam entre 0.5 MB/s até 5 MB/s. Isso comparado aos 40
MB/s da solução “ac” é uma diferença imensa! Mas isso já se deve a outros
problemas, planejamento de WiFi em grandes locais, distribuição de sinal por
muitas pessoas, administração de Access Points, que é um assunto que pretendo
abordar oportunamente falando de soluções mais robusta de WiFi, principalmente
para empresas.
Um comentário final sobre estes números que apresentei. Não podem ser
comparados os tempos de acesso e taxas de transferência que obtive na avaliação
de desempenho de Internet e de cópia de arquivos, pois a natureza das
aplicações e os protocolos envolvidos serem bastante diferentes.
Mas comecei a comprar filmes em Blu-ray, resolução Full HD e logo percebi que
era impossível obter um “streaming” decente pela rede. Ao digitalizar os
Blurays eu reduzia sua resolução para 720p (HD – 1280×720) e dessa forma eu
conseguia usar meu Media Center usando uma rede WiFi padrão “n”. Filmes em
resolução 1080p nem pensar! Mesmo com a rede “n” não dava certo. Por vezes
começava a reproduzir, engasgava, parava, continuava. Muito ruim. Mas como
resolver se o meu Media Center não tem rede “ac”? Em uma viagem aos EUA eu
comprei o repetidor DLINK DAP-1650 que tinha potencial para resolver a situação.
Este produto ainda não é comercializado pela DLINK no Brasil, mas está nos
planos da empresa introduzi-lo no nosso mercado.
Dessa forma, tendo o DIR-868L em meu escritório, duas paredes (dois aposentos)
depois posicionei o repetidor DAP-1650 estabelecendo a conexão entre ambos no
padrão “ac”, que tem o nível de performance mostrado na parte anterior deste
texto. Mas como conectar meu Media Center? Simples demais. Uma vez estabelecida
a conexão WiFi o repetidor também permite que dispositivos sejam conectados em
suas portas Ethernet. Assim tanto o meu Media Center como o PlayStation dos
meus filhos estão conectados via cabo no DAP-1650 e estes aparelhos “juram de
pé junto” que estão usando conexão cabeada, quando na verdade quem faz a ponte
com a rede e com a Internet são os dois aparelhos da DLINK (DIR-868L e
DAP-1650). Sensacional!!
Não só eu agora posso ver conteúdo 1080p (1920×1080) como na hora de
digitalizar os filmes em Blue-ray posso me dar ao luxo de optar por qualidades
que geram arquivos maiores e mesmo assim conseguir que este “streaming” pela
rede aconteça de forma fluente e sem engasgo algum!!
A consequência disso tudo é que não só a quantidade, mas também a complexidade
dos arquivos, tamanho, resolução, etc. só fez crescer. Isso ampliou
tremendamente a carga de tráfego de informações de todas as formas e em todos
os níveis. Obviamente as redes precisaram evoluir para acompanhar esta demanda,
seja a rede “fixa” como a rede sem fio.
Vejo com grande satisfação que hoje existem no varejo soluções bastante
simples, acessíveis e “vulgarizadas” (no sentido de terem se tornado populares)
que resolvem estes e outros cenários. Não só no ambiente doméstico e de
pequenos escritórios, mas mesmo nas grandes empresas, geralmente mais
cautelosas e conservadoras na adoção de tecnologias emergentes, WiFi, mesmo
padrão “ac” já estão se tornando realidade. Tive acesso a um casode hospital nos EUA que interligou todos os seus aparelhos de exames com os
sistemas centrais de armazenamento por meio de WiFi “ac”. Ou seja, se um
hospital, algo absolutamente crítico se fundamenta em WiFi “ac” é porque já é
mais que confiável, tornou-se realidade.
Penso que esta tecnologia que a DLINK traz para nossas casas, pode viabilizar residências
e escritórios “quase sem cabos” (cabos ainda serão necessários para interligar
os roteadores), com alta disponibilidade, confiabilidade e muito desempenho
como eu mesmo pude aferir nos meus testes. O roteador WiFi “ac” DIR-868L e o
adaptador USB WiFi “ac” podem ser encontrados no mercado nacional. Haveria
muito mais a falar de suas características, mas resolvi ser “breve” (pelo jeito
e pelo tamanho do texto acho que não consegui), mas precisava compartilhar
estas experiências com os leitores!