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Vi alguns desses cartões de memória ofertados a CHY 280, equivalente a R$ 224.
Isso não teria vantagem alguma, pois é o preço do Brasil. Mas eu fora avisado
sobre o comércio local na China, em particular o local onde eu me encontrava.
Era um lugar no qual a barganha é obrigatória.
Vendedor: CHY 280. É de primeira linha, ótima qualidade.
Xandó: OK, mas não me interessa, está acima do preço que acho justo.
Vendedor: Quanto você quer pagar?
Xandó: Esquece, eu não quero mais…
Xandó: Não, não , mudei de ideia, obrigado
Vendedor: Quanto você paga?
Xandó: Eu não pago nada, não vou levar. Apenas quis saber o preço
Nessa hora algo bizarro
aconteceu!! Eu saí da loja e o vendedor veio atrás de mim, segurando no meu
braço!! Ele insistia muito enquanto eu andava pelos corredores do centro
comercial. Ele não parava de diminuir o preço.
Vendedor: Faço por CHY 180!!
Xandó: Não, não, meus amigos estão indo embora e preciso pegar um ônibus
com eles!!
Vendedor:
CHY 150!!
Xandó: Não!!
Vendedor: CHY 140!! Quanto você oferece??
Xandó: Não quero mesmo!!
Vendedor:
CHY 130? CHY 125?
Xandó: Não vou levar, estou
com pressa!
Vendedor:
CHY 110!? CHY 100!!! 100 é meu menor preço.
Quando ele chegou a CHY
100 a fiz a conta na minha cabeça. Eu nunca na minha vida iria comprar o micro
SD de 64 GB por R$ 80, e me deixei
seduzir…
Xandó: Por CHY 100 eu compro, mas só posso pagar
com cartão de crédito e só levo se eu puder TESTAR o cartão de memória!! E só
tenho 2 minutos, preciso ir embora!
Vendedor: OK, OK, espere aqui, vou
buscar a máquina do cartão de crédito.
Vendedor: o cartão já está no seu
smartphone e funcionando, certo? Só
posso fazer esse preço CHY 100 se levar DOIS cartões e não um só!!
Vendedor:
OK, OK eu faço então um só por CHY 100!!
Você é um negociador duro!!
Saí de lá todo contente por ter feito um ótimo negócio!! De fato eu não estava
muito a fim de comprar e por isso fui bem “nem aí” durante a negociação. Meu
smartphone estava agora super vitaminado, cheio de memória!!
Neste mesmo dia peguei o avião para retornar ao Brasil. Quando estava em Doha,
no Catar, local de escala do voo para o Brasil desliguei o telefone para dar
uma carga nele. Depois de um tempo eu o religuei, já com 100% de carga. Fui
olhar as fotos e para minha surpresa não havia nenhuma! Cheguei a ficar em
dúvida se eu tinha apagado, afinal eram apenas testes de funcionamento do
cartão. Todas as 800 fotos tiradas na viagem à China ainda estavam na memória
interna do aparelho.
Já no Brasil, para me certificar tirei mais algumas fotos. Eu as conferi
gravadas no cartão de memória. Em seguida desliguei o aparelho e liguei de
novo. TODAS AS NOVAS FOTOS SUMIRAM DO CARTÃO DE
MEMÓRIA!! Resumindo eu
fui vítima da venda de um cartão FALSO, ou no mínimo com defeito de fabricação
que não vale nada!! TOMEI DA CABEÇA!! Perdi R$ 80 (CHY 100).
Quais são as lições aprendidas? A mais óbvia de todas. Quando o preço é baixo
demais temos que desconfiar. Embora o golpe tenha sido ENGENHOSO, pois o cartão
passava nos testes de reconhecimento, gravação e exibição das fotos. Mas ele só
retinha o conteúdo enquanto o telefone permanecesse ligado!!!
Minha amiga, Mirian Aquino, jornalista de Brasília, brincando (ou não) me
sugeriu vender este cartão de memória para algum político envolvido na operação
LAVA JATO, afinal bastaria desligar o aparelho que as provas da falcatruas
seriam apagadas!!!!!
Fazer o quê?!! Tomei na cabeça e aprendi (de novo) mais uma!! Fica a dica!!
Falando em dica, quem quiser saber mais sobre o motivo de minha viagem, o HCC
2015, Huawei Cloud Congress, pode ler o interessante relato “Huawei
Cloud Congress 2015 – o presente e o futuro da Nuvem!”. Fica o convite!