Videoconferência entre Brasil e Antártica marca inauguração do serviço
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Em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, inaugurou os novos serviços de telecomunicações da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF). O evento foi marcado por uma videoconferência em que o presidente se conectou do Palácio do Planalto com a estação brasileira na Antártica.
Os cientistas e militares brasileiros que atuam na Antártica passam a dispor agora de internet fixa de alta velocidade (que permite transmitir dados, fazer videoconferências e ligações); rede móvel com conexão 4G; acesso wi-fi distribuído por todas as instalações da estação; e sistema de recepção de sinal de TV. O projeto foi viabilizado depois de parceria entre Marinha do Brasil e a Oi, que oficializaram novo acordo de cooperação para ampliar e modernizar os serviços de telecomunicações prestados pela operadora na Antártica.
Troca de dados
Os sistemas de telecomunicações viabilizam a troca de dados entre as pesquisas de campo na Antártica e as instituições brasileiras que as apoiam, contribuindo para o programa científico que o Brasil realiza na região e abrange desde estudos sobre mudanças climáticas a pesquisas em biotecnologia que promovem avanços na medicina e na agricultura. Além disso, o serviço atenua a sensação de isolamento ao possibilitar videochamadas com qualidade pelo celular aos brasileiros que passam mais de 365 dias ininterruptos trabalhando em condições climáticas adversas na região mais gelada do planeta, cujas temperaturas podem chegar a -40ºC no inverno.
A EACF foi inaugurada em fevereiro de 1984 e desde então contribui para o desenvolvimento de um programa estratégico de pesquisas científicas, que permite ao Brasil estudar o impacto das mudanças ambientais globais na Antártica e suas consequências para o País e o mundo. Alterações como o aumento da temperatura da Terra (efeito estufa), o buraco na camada de ozônio e o aumento do nível dos oceanos são alguns dos fatores pesquisados na Antártica.
Além da importância científica, a EACF dá ao Brasil direito a uma participação ativa na tomada de decisões relativas ao futuro da região antártica. Após a conclusão das obras, a nova EACF terá 4,5 mil metros quadrados com 226 contêineres e 18 laboratórios, sendo 14 laboratórios na parte interna da Estação e 4 fora do prédio principal.
“A Oi modernizou a estação terrena de satélite para garantir a conectividade dos pesquisadores instalados na estação e os centros de pesquisa e universidades em território brasileiro, conferindo a agilidade necessária à atividade acadêmica. Adicionalmente, essa nova infraestrutura possibilitará o monitoramento remoto dos equipamentos vitais, incrementando a segurança operacional da estação, a ligação à rede corporativa da Marinha, para as atividades administrativas, bem como a comunicação dos habitantes da EACF com seus familiares, fator preponderante para o convívio em condições adversas e regiões inóspitas”, afirma o Contra-Almirante Sérgio Gago Guida, Secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar e Gerente do Programa Antártico Brasileiro.
“Instalamos na estação brasileira na Antártica equipamentos de última geração que permitirão uma conexão de qualidade com o Brasil. Investimos em materiais especiais, como nossas antenas, que possuem sistema anticongelante e são produzidas pelo mesmo fabricante de aviões, submarinos e veículos militares. Nossa equipe trabalhou intensamente no local para disponibilizar uma rede moderna e compatível com o que oferecemos no Brasil”, explica o presidente da Oi, Eurico Teles.
Técnicos da Oi viajaram para a Antártica em janeiro deste ano para implantar uma infraestrutura de telecomunicações especialmente adaptada para suportar as condições climáticas extremas do local, como ventos de até 200 km/h, tempestades frequentes de neve e temperaturas baixíssimas – o recorde de temperatura negativa no planeta foi registrado na Antártica: -94,7º Celsius.
Novas frentes
O acordo de cooperação entre a Marinha do Brasil e a Oi prevê ainda o treinamento e qualificação anuais dos militares componentes do Grupo-Base, que permanecem na Estação por mais de um ano, para a operacionalização do sistema e a manutenção dos equipamentos de telecomunicações. Além disso, a Oi realizará a revisão e manutenção preventiva dos equipamentos instalados naquela estação.
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