Fabricantes de medicamentos estão usando IA para encontrar resposta para o coronavírus

Organização Mundial da Saúde sedia pelos próximos dias fórum global de pesquisa e inovação

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coronavirus tratamento IA — Foto: Shutterstock

Depois do surto do coronavírus, comunidades científicas têm se mobilizado para encontrar soluções que buscam controlar o crescente número de pessoas infectadas. Entre os dias 11 e 12 de fevereiro, a Organização Mundial da Saúde sediará um fórum global de pesquisa e inovação que incluirá autoridades de saúde pública, financiadores de pesquisas e cientistas que estão trabalhando em vacinas, diagnósticos e tratamentos contra a doença.

De acordo com informações da FastCompany, o objetivo do fórum é traçar uma agenda de pesquisa global voltada ao novo coronavírus, que já foi responsável pela infecção de cerca de 31 mil pessoas em todo o mundo. Mais de mil pacientes morreram em decorrência dos sintomas.

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As empresas que utilizam sistemas de inteligência artificial para selecionar moléculas para possíveis medicamentos estão entre as que procuram respostas para o coronavírus. Recentemente, a Benevolent AI publicou um relatório explicando como encontrou uma droga que poderia ser reaproveitada para combater o coronavírus a partir de inteligência artificial. A escolha mais promissora é um medicamento atualmente usado no tratamento da artrite reumatóide. Acredita-se que a droga evite a propagação de infecções e inflamações, e a companhia sugere a realização de ensaios clínicos com pacientes com coronavírus para verificar se o medicamento pode reduzir a infecção e interromper a progressão do vírus.

Já a Insilico Medicine adotou uma abordagem utilizando inteligência artificial para identificar seis novas moléculas que podem inibir a disseminação do coronavírus no corpo. Na última semana, a empresa publicou as suas descobertas para que cientistas especializados em química medicinal avaliem as potencialidades da solução.

Ainda na tentativa de encontrar formas de combater o vírus, o Instituto de Virologia de Wuhan, na China, começou a estudar o uso do remdesivir, um medicamento originalmente projetado para tratar o Ebola. Testes clínicos já foram iniciados em humanos que contraíram o coronavírus.

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