Cinco passos para se livrar do vício da terceirização de TI

Maior flexibilidade, entrega mais rápida, e - sim - custo reduzido podem passar por uma estratégia de insourcing. Foi o que fez a GM

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Cinco passos para se livrar do vício da terceirização de TI

Você já se acostumou a ouvir sobre estratégias de outsourcing que saíram pela
culatra ou dificultaram a capacidade da empresa para se manter competitiva
em um mercado em ritmo acelerado. A panacéia estratégica de ontem tornando-se o obstáculo à inovação amanhã.

A General Motors está entre as empresas que decidiram reavaliar – e, no caso da montadora, realmente reverter – a estratégia de outsourcing.
É isso mesmo, um dos maiores consumidores de serviços de outsourcing
está em processo de mudança, afastando-se da terceirização de TI e trazendo
muito do seu trabalho de  tecnologia de volta para casa.

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À
luz de tal reversão dramática na estratégia de TI, qualquer um que
dependa de fornecedores de outsourcing para cumprir funções de TI deve
pelo menos pensar em suas estratégias de sourcing e como elas podem ser
alteradas para melhor.

Há indícios de que o crescimento da terceirização está diminuindo.
Pesquisa da consultoria Everest Group, realizada em agosto de 2012, revela que o
mercado global de serviços viu o volume de transações mergulhar no
segundo trimestre deste ano, após uma tendência de queda observada ao
longo dos quatro trimestres anteriores.

Se é para aumentar a flexibilidade, entregar soluções mais rápidas, ou
melhorar a qualidade de serviço, organizações que procuram se libertar
da dependência dos fornecedores de serviço devem ter em mente que o desmame não é uma questão fácil.
Trata-se de construir competências internas e racionalizar suas
operações de TI. Isso significa que, para muitas empresas, a mudança para insourcing pode ser
longa e cara.

Aqui estão cinco dicas para fazer sua estratégia de insourcing ser um sucesso.

No. 1: Analise o negócio
Com um olho no longo prazo e outro na estratégia de insourcing faça uma análise profunda da alma corporativa. Isso requer não apenas olhar para as necessidades atuais, mas também prever necessidades futuras e o papel da TI na sua resolução. Que impacto o insourcing terá nos objetivos das áreas de negócio e na entrega de melhores produtos e serviços aos clientes?

 “Começamos a
olhar para a GM hoje e, em seguida, para as
oportunidades de mudança, de fazer negócios de forma diferente”, diz
Randy Mott, CIO da GM.
“Nossa liderança falou sobre as oportunidades de fazer a transição da
forma como fazemos negócios em muitas áreas”, e isso pesou na decisão do insource.

A empresa espera que a mudança para o insourcing das funções de TI resulte em uma maior flexibilidade no atendimento das necessidades da própria empresa e clientes, bem como acelerar a entrega de serviços de
tecnologia.

Avaliar se sua estratégia de terceirização atual está cumprindo seus
objetivos de longo prazo é outro componente chave desta análise da alma
corporativa.

No. 2: Persista
Quando se trata de reverter a terceirização, você não pode desistir. A
transição para a TI interna deve ser gradual, e que você precisa definir prazos e orçamentos para o processo, especialmente se o
impulso para o insourcing afetar várias áreas dentro da organização.

“Entenda que de maneira nenhuma isso é um processo de transição rápida”, diz Andrew Schrage, fundador e co-proprietário da Crashers, empresa especializada em educação financeira, em processo de trazer a maioria de seus projetos de
tecnologia terceirizados de volta em casa, porque o
trabalho terceirizado não tem sido de alta qualidade.

“Nossa operação é pequena, e a transição levará vários meses”, diz Schrage.
“Para as organizações maiores, a internalização de serviços anteriormente
terceirizados pode levar um ano ou mais para ser concluído.”

Em muitos casos, a transição pode ser mais cara do que o movimento original de terceirização.
As taxas de cancelamento, os custos de pessoal, o aumento da despesa de
transferência de licenças de software – tudo isso precisa ser considerado.

“Investigue todas as despesas associadas antes de avançar”, aconselha Schrage.
“Além disso, mantenha em mente que o seu futuro ex-fornecedor pode não ser muito útil na transição. Por isso, certifique-se que sua organização tem pessoal adequado para lidar com o aumento de
carga de trabalho.”

No 3: Invista em treinamento
Abandonar a terceirização certamente explicita um voto de
confiança na equipe de TI atual, e a necessidade de contratação.

Desenvolvimento de aplicações, oo gerenciamento de rede, o suporte
– qualquer função de TI que passe a ser realizada em casa depois de depender de um
fornecedor de serviços vai exigir pessoas preparadas para manter o
mesmo nível de serviço, o melhorá-lo. Terminar uma relação de outsourcing antes de ter o pessoal interno pronto para assumir é um convite ao desastre.

Há muitas maneiras de encontrar e atrair profissionais de TI qualificados que possuam as habilidades que você está procurando – particularmente através de sites de mídia social, como LinkedIn e Facebook. O tempo máximo que você pode esperar para preencher os cargos e quanto cada novo profissional irá custar para a empresa são fatores que você deve incluir nos seus planos de insourcing. E a
disposição para treinar a equipe atual, também.

A GM planeja ter pelo menos o dobro do número de seus especialistas em TI hoje nos próximos três anos. Atualmente, a empresa terceiriza cerca de 90% de seus serviços de TI e fornece 10% do trabalho através de recursos internos. Nos próximos três a cinco anos, a GM espera reverter os
percentuais, em parte com a contratação de desenvolvedores de software,
especialistas em banco de dados e pessoal de TI de outros países.

Mas a empresa não quer apenas conhecimentos técnicos, quer ter funcionários proficientes em tecnologia e ter um conhecimento profundo dos processos de negócio. “Nós estamos olhando para profissionais de TI que entendem o nosso negócio e como podemos torná-los melhores”, diz Mott.

Um dos fatores a serem considerados na construção de uma base de
conhecimentos é que as tecnologias emergentes são mais importantes para a
organização. Por exemplo, se sua empresa está procurando fazer um empurrão em big data, que tipo de habilidades analíticas de negócio você precisará? Ou se você está olhando para desenvolver mais aplicativos na nuvem, que tipo de habilidades de programação você vai precisar?

Às vezes, uma empresa que está começando a abandonar a
terceirização pode encontrar talentos de TI em seu próprio quintal. Mas ainda assim, precisará treiná-los.

No. 4:  Angarie apoio
A decisão de insourcing – como a decisão anterior de de terceirizar – é um grande passo para qualquer empresa.  E como
acontece com qualquer iniciativa de TI significativa, nem sempre é uma unanimidade entre CEOs, CFOs, e principais executivos.

Na GM, era importante que a equipe executiva inteira apoiasse a mudança prevista na estratégia de terceirização, dz Mott.

“Sempre que uma empresa está embarcando em uma mudança, é crítico que a sua liderança sênior avalize a mudança”, diz ele.
“TI toca todos os elementos da empresa moderna, Não há uma parte
do negócio que não seja tocado de alguma forma, em termos de sistemas
usados. Qualquer mudança fundamental em TI, então, precisa que toda a empresa esteja pronta para abraçar. “

Além de ter o apoio executivo, a TI precisa trabalhar em
conjunto com outras áreas da organização, como recursos humanos,
finanças, desenvolvimento de produtos, atendimento ao cliente, vendas e
marketing, para determinar como a mudança vai afetar cada uma dessas áreas.

No. 5: Simplifique o ambiente de TI
Simplificar o ambiente de TI vai melhorar muito suas chances de sucesso. Aqui, a confiança em virtualização e computação em nuvem vai ajudar.

Mott diz GM passou por uma transformação do data center, incluindo aumento do uso de virtualização, bem como a retirada de algumas aplicações, antes da decisão da empresa de trazer muitas funções de TI de volta para casa. O principal objetivo desses esforços foi melhorar os
serviços de TI e reduzir os custos, mas ajudaram a tornar o ambiente de
TI mais simples, facilitando o insourcing.

A transformação de TI da GM levará vários anos para ser implementada, segundo Mott.
Como parte da estratégia, a GM vai cortar sua lista de aplicações de TI
em pelo menos 40% e mudar para uma plataforma mais padronizada. Também passará de 23 data centers em todo o mundo para apenas dois.

Nem toda empresa que dependente hoje de é outsourcing de TI vai seguir o exemplo da GM eapostar no insourcing. Mas, para muitas organizações, pode fazer sentido o insourcing para algumas
funções atualmente sob o domínio de prestadores de serviços – e este
pode ser o momento.

Se a sua organização está nesse grupo, é importante lembrar que a
mudança da estratégias de sourcing não é pequena, nem simples – especialmente
quando se trata de componentes de TI que afetam quase todas as faces
do negócio.

Certifique-se de tomar as medidas necessárias que possam ajudar a fazer da transição de um sucesso.

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