Há quem acredite que sim. Mas a estratégia ainda não está muito clara.
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Desde que a Google lançou o botão +1 para a internet, muitos observadores da indústria estão coçando a cabeça depois de ouvir o ex-CEO da empresa Eric Schmidt admitir que perdeu o barco das redes sociais.
Mas parece que a Google está fazendo seu próprio caminho para alcançar o barco das redes sociais que Eric Schmidt admitiu ter perdido.
Recentemente, em palestra na conferência AllThingsD, em Rancho Palos Verdes, California, Schmidt reconheceu que ele não se deu conta do poder das redes sociais a tempo e por isso não reagiu efetivamente ao crescimento do Facebook.
Schmidt chegou a admitir que por volta de quatro anos atrás a Google teve que enfrentar o Facebook e chegou a escrever relatórios sobre o assunto. Entretanto, ele admitiu que não ter passado desta etapa. “Não fiz nada além dos relatórios. O CEO deve pegar essa responsabilidade. Eu errei”, declarou Schmidt, que agora é presidente executivo da empresa.
Disse que estava ocupado e simplesmente falhou por não levar o Facebook e sua rede social a sério. E afirmou também que agora seria útil para companhia se unir ao Facebook e incorporar os dados de sua mídia social nos resultados de busca da Google. O problema é que a Microsoft – a maior rival do site de buscas – já usa os dados do Facebook em em sua ferramenta de pesquisas, o Bing.
Não é nenhum segredo que não há amizade entre essas empresas atualmente. No mês passado, os noticiários informaram que o Facebook contratou uma conhecida companhia de relações públicas para plantar histórias contra o Google na mídia.
Dar
um passo largo no mundo das redes sociais é algo em que o gigante das
buscas online tem se concentrado nos últimos meses. O co-fundador da
empresa, Larry Page, que passou a CEO recentemente, foi rápido em
informar que os bônus dos funcionários da empresa estão agora
diretamente relacionados ao sucesso da empresa nas redes sociais.
Dizer que a “Google perdeu todo o fenômeno das redes sociais é, provavelmente, um dos maiores eufemismos que já ouvimos este ano”, afirmou Dan Olds, analista do Gabriel Consulting Group. “Mas você tem que culpar Schmidt por cuspir no prato que comeu.”
Olds acrescentou que perder o barco das redes sociais custou a Google a curto prazo e a longo prazo pode ser ainda mais caro. “O Facebook e outras mídias sociais dão às agências de publicidade uma alternativa e também oferecem dados mais ricos para os resultados de pesquisa”.
“Essa não é uma boa opção do ponto de vista da Google, é por isso que tenho dificuldades para encontrar uma maneira própria de capturar os usuários e seus dados”, declarou Olds
Então a questão é se o Google vai continuar admitindo o tamanho de sua falha e promover avanços nas redes sociais.
Há meses a internet está cheia de especulações de que o Google estaria desenvolvendo sua própria plataforma de rede social que pode ser focada em jogos ou entretenimento.
Ezra Gottheil, analista da Technology Business Research, disse que por enquanto a Google está simplesmente tentando tornar seus produtos mais sociais.“A empresa vai continuar a lançar recursos sociais, alguns terão sucesso, mas nenhum deles vai fazer mais sucesso que o Facebook”, acrescentando não estar supreso com a queda de Schmidt sobre a própria espada social.
Um exemplo é o botão +1, que entrou em
funcionamento em março, e agora está disponível em toda a web. O recurso
permite recomendar conteúdos a amigos e outras pessoas que busquem o
mesmo tipo de informação.
Com um simples
clique você pode recomendar aquele casaco de chuva, artigo de jornal ou
seu filme de ficção favorito aos amigos, contatos e para o resto do
mundo. Na próxima vez em que você fizer uma busca, seus amigos poderão
ver seu +1s diretamente nos resultados da pesquisa, o que pode ajudá-los
a encontrar suas recomendações quando elas forem úteis.
O novo
recuso da Google foi primeiramente implementado como um maneira de dar
nota aos resultados das pesquisas realizadas em seu próprio site de busca. Como ajudará a construção de uma rede de relacionamentos é algo que ainda não está muito claro.
Redação
2 dias atrás
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